Documentário fantástico, mostrando evidências de que os atentados de 11 de Setembro nos EUA, podem ter sido uma obra interna do próprio governo. Apesar de muitas evidências poderem ser refutadas, no fim desde documentário você perceberá que algo não está correto na história oficial. Pesquisem por si mesmos e verão que há muito mais a se questionar. | |
16/09/2006
11 DE SETEMBRO: Um Atentado??!! Uma Farsa??!!! Ou uma Conspiração??!!
11 DE SETEMBRO: Um Atentado??!! Uma Farsa??!!! Ou uma Conspiração??!!
Nesta fase suprema do desenvolvimento da sociedade Capitalista - a chamada Era da Globalização - os grandes grupos económicos, compostos por pessoas tenebrosas, sem escrúpulos , cheios de poder, à custa da miséria da grande maioria da população mundial; com as mãos cheias de dinheiros sujos e de negócios obscenos, foram-se infiltrando e fizeram eleger, para os altos cargos da Administração Americana e um por todo o resto do mundo desenvolvido, os chamados "testas de ferro" . Engendraram de forma maquiavélica e com a cumplicidade dolosa o 11 de Setembro, por forma a poderem fazerem uso de todo o poderio militar Americano (e internacional) para “protegerem”, expandirem e alargarem os seus negócios… tráficos de armas e de drogas, controlo na produção e comercialização do petróleo, controlo das transacções comerciais internacionais, desregulamentação total das leis laborais nos países desenvolvidos, etc. etc. … tudo isto em nome do combate ao terrorismo....Deixo-vos um pequeno texto que foi lido numa manifestação de mulheres afegãs que é bem elucidativo sobre o que tenho escrito em relação ao terrorismo e ao terrorismo de estado.
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" Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (RAWA)"
24 de fevereiro de 2003
Discurso na manifestação contra a guerra, em Islamabad
O Governo Norte-Americano quer a guerra
O Povo dos Estados Unidos e do resto do Mundo quer a Paz!
Os Estados Unidos e seus aliados estão querendo destruir o regime de Saddam Hussein e o povo iraquiano - o regime que até ontem era seu aliado e que eles apoiaram na guerra contra o Irão - e impor o seu próprio governo de marionetas ao povo iraquiano e, com isso, repetir a tragédia chocante da Guerra do Golfo à qual Saddam sobreviveu; mas que causou a morte de centenas de milhares de iraquianos inocentes.
Embora a guerra contra o terrorismo e em nome da democracia seja o pretexto para esse ataque, o povo do Afeganistão, pelo menos o povo do Afeganistão, sabe muito bem qual é a natureza oculta dessas declarações e pretextos. O povo iraquiano tem sofrido e sido levado ao limite com os crimes do regime de Saddam, mas isso nunca quis dizer que iria pedir aos Estados Unidos e a seus aliados que o salve com uma intervenção militar.A mudança de governo de todo o país é prerrogativa do povo desse país; caso contrário, o resultado não será estável, nem sustentável a longo prazo. E a prova disso são os governos fantoches imposto pelos EUA e seus aliados em certas regiões do globo.
Todo o mundo pergunta porque é que , os Estados Unidos querem destruir governantes como Saddam Hussein, se foi os mesmos Estados Unidos que impuseram criminosos de guerra e terroristas profissionais, que são piores ainda que Saddam, ao Afeganistão? Se os Estados Unidos consideram Saddam uma ameaça à paz e à segurança daquela região e do mundo e, por esse motivo, pretendem desarmar o Iraque, então por que apoiam Israel, que está equipado com armas atómicas e tem sido o carrasco do povo palestino, do Libano, da Siria e de todos os outros estados soberanos daquela região?
Qual o motivo que leva o governo dos Estados Unidos, sem nenhuma prova ou factos convincentes afirmar que o regime iraquiano tem conexões com a Al Qaeda e não leva a sério essas suspeitas em outros países árabes?
Porque é que o governo dos Estados Unidos, que se auto proclama o defensor da democracia e não dá ouvidos às vozes de milhões de pessoas contra a guerra no mundo inteiro?
As respostas a todas essas perguntas são cristalinas para todos: É o petróleo do Iraque (a mais importante reserva de petróleo do mundo), o querer exercer o domínio em todo o Médio Oriente , através da ameaça e intimidação estados soberanos e idependentes e finalmente o desejo de superar os seus rivais econónicos , foram estes os unicos motivos que levaram o governo dos Estados Unidos resoluto e determinado a invadir o Iraque.
É preciso termos consciência de que ainda não está claro que países serão atacados depois da ocupação do Iraque.O governo dos Estados Unidos e da Inglaterra têm sido considerados regimes imperialistas e fomentadores de guerras e de terrorismo de estado.Mas o que está claro para o mundo contemporâneo é que as posições e os desejos da maioria dos povos desses países são completamente distintos das dos seus governos.Neste momento, o apelo dos povos contra a guerra e contra a xenofobia é tão forte nos quatro cantos do mundo, que Bush e Tony Blair não podem desprezá-lo ou ignorá-lo. Mas isso não basta. Todos nós temos de nos posicionar contra as guerras preventivas e não permitir que se repita em outra qualquer parte do mundo aquilo que está a acontecer no Iraque.
O povo afegão, que sofreu sob os fogos da guerra dos últimos 25 anos, detesta mais profundamente a guerra que a maioria das outras nações, mas, infelizmente, o Afeganistão não pode misturar as suas vozes de protesto aos milhões de outros protestos contra a guerra no mundo inteiro por causa da dominação da ditadura fundamentalista dentro das suas fronteiras.
A RAWA - (Revolutionary Association of the Women of Afghanistan) congratula-se de, ao menos no Paquistão, através da manifestação de hoje, anunciar a sua solidariedade a todos os movimentos pela paz que emergem em todos os recantos do mundo, e de poder representar e fazer eco à voz sufocada e emudecida de sua nação violentada, ilegalmente ocupada e algemada contra a guerra e contra os fomentadores da guerra , das guerras preventivas e do terrorismo.
ABAIXO O TERRORISMO E A XENOFOBIA!
VIVA A PAZ, A LIBERDADE E A DEMOCRACIA! "
Para aquelas pessoas, que cujo conformismo já há muito as fez baixar os braços, que aceitam de forma resignada todas as atrocidades e violentações e que acham, que tudo isto não passa de conversa de "Queijo Limiano" aconselho-as a ver um pequeno vídeo que acima publico.

09/09/2006
TERRORISMO - O FLAGELO DO MEDO
Capitulo I
Terrorismo. Que fenómeno é esse, que a todos amedronta??!!Que faz com tenhamos que alterar os nossos hábitos de vida, os nossos comportamentos sociais e nos obriga, a desenvolver em nós, de forma inconsciente, comportamentos xenófobos e raciais.
Durante a última década a humanidade foi estupidamente manipulada com a questão sempre repugnante do terrorismo com o objectivo único de fazer prevalecer os interesses instalados nos quatro cantos do mundo da super-potência mundial, auto-intitulada polícia do mundo: os Estados Unidos da América. Isto não é anti-americanismo. São factos.Mas, para que melhor possamos compreender este fenómeno, é de todo importante ter alguns conhecimentos sociológicos referentes à forma como a humanidade evoluiu ao longo dos tempos, sobre o ponto de vista histórico-social.
Se recuarmos nos tempos, fazendo uma breve retrospectiva histórica, podemos verificar que actos de terrorismo estiveram sempre presentes desde o início da nossa civilização:
- Foi assim :
· Nos tempos das invasões do Império Romano, nomeadamente com os imperadores, César Augusto e Júlio César ;
·Com a expansão do Islão no Médio Oriente, no Norte de África e em parte da Europa a partir do século VII, onde foi aí invocado pela primeira vez os princípios da Guerra Santa “ jihad ” , com o objectivo de converter os infiéis à nova ordem religiosa. O Império Bizantino sucumbiu à
força do Islão. Entramos na época Otomana, após cerca de quatro séculos de lutas;
·A Idade Média, foi bastante pródiga em actos de terrorismo, praticados pelo fundamentalismo religioso : tanto Cristão como Muçulmano. Imperava a intolerância religiosa, levando a cabo os mais repugnantes actos de terrorismo através do poder instituído, quer seja, de um Estado Teocrático ou Pseudo-Teocrático ou através da própria ordem religiosa;
.Com as Cruzadas ocorridas durante os Séculos XII e XIII;
·Com a Santa Inquisição e os vergonhosos Actos de Fé;
·Com os sistemas ditatoriais de Benito Mussolini, Adolf Hitler, Josef Estaline, Francisco Franco, António de Oliveira Salazar, Augusto Pinochet, Kim Jong-il e tantos, tantos outros.
CAPITULO II
Para que possamos ter um sentido critico, sobre o que deve ser considerado um acto terrorista e o que de todo, não deve ser considerado, por forma a que não nos deixemos manipular, é importante analisarmos as inúmeras definições sobre TERRORISMO em que muitas dessas definições tem como único objectivo confundir de forma propositada o acto terrorista em si, com as acções de lutas por ideais legítimos de libertação e de independência dos Povos.
Vejamos, em Portugal nos tempos da guerra colonial, os nossos jovens eram educados e militarmente preparados, para combater os “Turras” nas ex-colónias. Pois bem, quem eram esses que o Estado Português chamava de terroristas? Não eram mais nem menos, do que os movimentos populares de libertação, que lutavam pelo fim do colonialismo, pela autodeterminação e pela independência desses povos. ISSO É TERRORISMO?
Ao nível interno, segundo o poder instituído também havia actividade terrorista que tinha que ser ferozmente combatida. Quem eram esses terroristas? ( só alguns exemplos: Francisco Miguel; Edmundo Pedro; José Dias Coelho; Virgílio de Sousa ;Tomás Aquino; Manuel Barbosa dos Reis; Guilherme da Costa Carvalho; Joaquim de Sousa Teixeira; Josué Martins Romão; Sérgio Vilarigues; José Barata Júnior; Catarina Eufémia; Armando Ramos; Aurélio Dias; Alfredo Ruas; Américo Gomes; Manuel Vieira Tomé; Júlio Pinto; Ferreira de Abreu; Alfredo Caldeira; Fernando Alcobia; Sofia Oliveira Ferreira; Georgette Oliveira Ferreira; Bento António Gonçalves; Damásio Martins Pereira; Fernando Óscar Gaspar; António de Jesus Branco ; Humberto Delgado e tantos, tantos outros…
Foi graças a estes “terroristas” que hoje tenho a liberdade de escrever neste Blog. A eles, ficar-lhes-ei eternamente grato.
O mundo ocidental, trata os movimentos revolucionários e de libertação, como movimentos terroristas. Porquê? Porquê comparar a O.L.P. (Organização para a Libertação da Palestina ) com a Al Qaida de Osama Bin Laden . Quem são de facto os terroristas naquela região do globo? Os palestinos a quem foi roubada a Pátria, ou o estado de Israel, que teima fazer tábua rasa das decisões da ONU quanto às regiões ilegalmente por eles ocupadas: a Faixa de Gaza a Cisjordânia , e a Península do Sinai ?Quem é que de facto naquela região pratica o terrorismo: A Palestina? O Líbano? A Síria?. A Jordânia? Ou Israel?
Faça uma retrospectiva aos acontecimentos recentes no Médio Oriente e obterá a resposta.
CAPITULO III
Infelizmente o terrorismo ganhou uma dimensão inédita neste início de século. Hoje, esse fenómeno deixou de ter fronteiras, credos, questões étnicas ou culturais e passou a ser ponto obrigatório na agenda das relações internacionais entre os Estados. Quais os motivos? Quais as causas que levaram à radicalizarão extremista de certos movimentos e/ou grupos político-religioso de países do terceiro mundo, nomeadamente de religião islâmica ?
Hoje o mundo, ao contrário daquilo que dizem os “fazedores de opinião”, não está mais seguro do que nos tempos da “guerra-fria”. Nesse tempo, existia uma correlação de forças internacionais, entre os dois blocos, em que muito dificilmente as organizações terroristas conseguiam singrar, ( não me estou a referir ao terrorismo de estado – s
obre isso escreverei mais adiante ) muito embora, tenha sido durante esse período que decorreu todo o processo de incubação das redes terroristas. Quem era Osama Bin Laden nessa altura? Quem lhes deu a formação técnica militar e os respectivos apoios bélicos e logísticos? Nesse tempo, porque não era considerado um terrorista? Não o era, pelo simples facto de ser um aliado americano. Estranho conceito de terrorismo. O mesmo se pode dizer quanto ao apoio às Brigadas Vermelhas, à ETA ou ao IRA, etc.Hoje, uma das grandes causas que fomenta a aliciam ao recrutamento terrorista é hegemonia politica existente no mundo, é o facto de existir uma única super-potência bélica, que se diz e quer dono do mundo e que não possui grandes tradições democráticas.
Todo o acto terrorista deve ser profundamente condenável, não há
terrorismo bom, nem terrorismo mau. Venha ele de onde vier e como vier, é sempre repugnante, porque provoca única e exclusivamente vítimas inocentes.
Todos, temos presente os tristes acontecimentos de 11 de Setembro de 2001 do World Trade Center (2.829 mortos ); ou os atentados de 11 de Março de 2004 aos comboios em Madrid (192 mortos ).
Vítimas inocentes…apenas vítimas inocentes. É revoltante. É a única face que o terrorismo consegue mostrar.
Porém, esta globalização, esta hegemonia politica e económica mundial, condena à morte, através da fome, em cada minuto que passa, 21 crianças até aos 5 anos. Repito por cada
minuto que passa morrem vinte e uma crianças à fome.
E então, fazendo as contas, teremos por cada hora : 1.260 crianças mortas; por cada dia : 30.240 ; por cada mês 907.200; por cada ano : cerca de 10.886.400 .
Quase onze milhões de crianças até aos cinco anos são anualmente condenadas à morte através da fome , por esta globalização, por esta hegemonia mundial.
E isso é o quê?
Não é terrorismo?
A prisão de Guantánamo é o quê?
Os voos secretos da CIA transportando, não se sabe quem, é o quê?
A invasão de um estado soberano com um falso pretexto de possuir arma de destruição maciça, isso é o quê?
Eu respondo : - PURO TERRORISMO!!!
PRESERVAR A MEMÓRIA HISTÓRICA É UM ACTO DE INTELIGÊNCIA, DE LIBERDADE, É A FORMA DE GARANTIR UM FUTURO MAIS JUSTO E MAIS HUMANO.
NÃO TE DEIXES MANIPULAR !!!
04/09/2006
O TERRORISMO
24/08/2006
PERDOEM-ME AS PALAVRAS

Muitas vezes, optar por seguir um determinado caminho pode implicar ter de deixar para trás pessoas, coisas, factos e histórias muito importantes da nossa vida…E isso dói. Dói muito. Mas se acharmos que, lá à frente iremos encontrar algo de bom para nós, aí...raramente se hesita...contudo será sempre necessário a cada dia, a cada passo, seguir , assumir e decidir...
Ninguém, ninguém mesmo, pode ser responsável pelas nossas escolhas. Mesmo, quando pedimos a opinião de alguém, a escolha final será sempre nossa...muitas vezes sofremos porque escolhemos caminhos errados. E sabemos que já não dá para voltar, mas temos a consciência de que sempre teremos a opção de recomeçar... de dirigir os nossos passos para direcções diferentes...e então novas escolhas , novas opções, novas dúvidas e incertezas se nos deparam novamente, com todos os riscos possíveis e incalculáveis...
Amar alguém, por norma nunca é uma escolha, pelo menos ela não é voluntária.
vidas...é assim quando em crianças sentimos o mais puro dos sentimentos : O amor maternal... depois surgem os sofrimentos das paixões pelo oposto...e a seguir o mais maduro e responsável de todos os sentimentos: o amor pelo resurgimento da vida. O Amor Paternal . Mas para aí se chegar, muitas das vezes temos enfrentar dolorosas opções. Quebrar regras e tabus, declarar guerras a falsos moralismos....são os caminhos da vida...as opções de escolhas...Nunca vendas a tua liberdade...O importante é não parar.

Manuel Bancaleiro
26/06/2006
INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ ( IVG )

Quando me propus publicar um trabalho sobre a problemática do aborto estava longe de imaginar a dimensão deste drama ao nível nacional e a quantidade enorme de legislação existente ao nível das organizações internacionais. São Diplomas, Convenções, Declarações Universais, Cartas das Nações, Dias Internacionais, Processos e mais Processos de intenção, tudo em nome da igualdade e do respeito pelos mais elementares direitos da mulher enquanto ser humano.
endo Portugal um dos principais países violadores desses direitos. As mulheres continuam a viver situações de profunda discriminação e desigualdade na sua vida profissional, social e familiar, e a serem penalizadas pelo «delito da maternidade». Em Portugal esta situação chega a atingir níveis de preocupante humilhação, onde muitas mulheres, devido à precaridade do emprego, são forçadas a efectuar declarações intimas junto da entidade empregadora e a sujeitarem-se a processos de controlo de natalidade e de maternidade, violadores das mais elementares regras e direitos da mulher enquanto ser humano, esposa e mãe.Continuamos, assim, em pleno século XXI ...
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Em Portugal, mais de mil mulheres foram hospitalizadas, em 2003, devido a complicações resultantes de abortos clandestinos. O número estimado de abortos clandestinos em Portugal ronda valores entre os 20 mil e os 40 mil.
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A ilegalização e a repressão do aborto como um crime não impede que recorram ao aborto um número tão elevado de mulheres. O aborto tornou-se hoje num grave problema social, num verdadeiro flagelo.
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Por força da própria ilegalização, não há naturalmente estatísticas sobre numero de abortos realizados. Os números oficiais disponíveis são poucos, desactualizados e parecem-me um tanto ou quanto manipulados, por questões politicas, como é óbvio. Não deixam, porém, de serem significativos. Será desejável que se aprofundem, que se complementem e se desenvolvam para que todos tenhamos consciência da realidade brutal que é este drama social.
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É vergonhoso que os nossos políticos e as forças vivas da sociedade civil não tenham até hoje, analisado de forma séria a relação entre o recurso ao aborto, com os gravíssimos riscos que ele acarreta e um tão elevado número de mulheres que o pratica, bem como a debilidade das condições económicas e sociais existentes e os custos que isso tem para as famílias e para a sociedade.
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Em minha opinião, se houver um novo referendo ao aborto, ele converter-se-á novamente num «Juízo dos Deuses» mediáticos e numa nova abertura da «caça às bruxas». A Igreja Católica e os sectores da sociedade mais reaccionários e conservadores irão ser novamente os responsáveis pelos cruéis recursos mediáticos utilizados nas campanhas contra a despenalização do aborto e destinados a manipular e condicionar a opinião pública.Os argumentos dos movimentos burgueses e reaccionários, os da Igreja e de algumas mentalidades medievais, irão como no passado, invocar conceitos de moralidade, mas como se sabe, a batalha em que se empenharão será uma verdadeira batalha política e não moral.
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As perseguições, prisões, condenações, os salários de miséria, a completa desprotecção das mulheres na gravidez e no parto, a imerecida indignidade com que a sociedade castiga as mães solteiras e os filhos "ilegítimos", o abandono em que hoje as crianças são votadas e como se não bastassem todos estes dramas, o Estado e a sociedade vêm a seguir condenar prender e ultrajar as mulheres na praça pública por um crime, que cujo único móbil é a miséria social e económica em que muitas famílias estão duplamente condenadas a viver.
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Estima-se que a nível mundial, cerca de 60 milhões de mulheres interrompem, por ano, uma gravidez indesejada. Dessas interrupções mais de metade são ilegais e feitas em condições parcas em segurança. Por ano, morrem 75 mil mulheres ao tentarem provocar o aborto e a cada dia, nos países subdesenvolvidos, sobretudo, 50 mil mulheres tentam a expulsão do feto ingerindo drogas, mezinhas, fazendo massagens violentas no ventre ou introduzindo objectos e ervas no útero.
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Fazer um aborto nunca é uma decisão fácil, mas as mulheres têm vindo a fazê-lo desde há milhares de anos, por mil e uma razões.Sempre que uma sociedade proibiu o aborto, apenas o fez entrar na clandestinidade, onde ele se tornou perigoso, caro e humilhante.
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Na Europa como É ?
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É em todos os países da Europa de Leste ( à excepção da Polónia) que se verificam as leis mais evoluídas, sobre esta matéria e elas na sua grande maioria datam do início da década 50 .
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Em Portugal a interrupção voluntária da gravidez é punida com pena de prisão até 3 anos.
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As razões abaixo expressas são em meu entender os motivos que devem levar à alteração da legislação actual em Portugal por forma a permitir despenalização total do aborto praticado até às 12 semanas de gravidez, pondo nas mãos de cada casal ( marido e mulher ) em primeiro lugar e em cada mulher em particular, a decisão de levar ou não uma gravidez até ao fim:
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Proibir o aborto não o elimina. Quando as mulheres sentem que ele é absolutamente necessário, independente de toda a dor e sofrimento fazem-no, mesmo em segredo e sem cuidados médicos.
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O aborto legal não protege apenas a vida das mulheres, protege também a sua saúde. Um aborto mal feito pode ter severas consequências, p. ex. a esterilidade da mulher.
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A humanidade ao longo dos séculos travou inumeras batalhas, algumas delas bastante sangrentas, pela igualdade política, social e económica das mulheres. Essas vitórias perderão todo o significado se à mulher não lhes for dada a opção de escolha do planeamento e da decisão reprodutiva .
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Muitos abortos poderiam ser evitados se as mulheres pudessem discutir abertamente a sua gravidez. Isto é, se o Serviço Nacional da Saúde funcionasse de acordo com o que está determinado na Constituição da Republica Portuguesa, dando a cada português a oportunidade de ter um “médico de família” para o seu agregado.
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8. A possibilidade de escolha é boa para as famílias
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15/06/2006
O próximo Tema que me proponho abordar neste Bolg, não é menos controverso nem menos apaixonante do que o tema a religião :O ABORTO.
Ele representa um trauma para milhares de famílias e é ao mesmo tempo arma de arremesso e falsos moralismos por parte de alguns sectores mais retrógrados da nossa sociedade.
É também, infelizmente, revelador de toda a hipocrisia das classes políticas que nos têm governado nos últimos anos.
Espero assim, poder dar um contributo por forma a alterar comportamentos e mentalidades medievais e esclarecer na medida do possível tudo aquilo que está em causa.
Manuel Bancaleiro
18/01/2006
AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU
AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU* * * * *Era uma vez um paísonde entre o mar e a guerravivia o mais infelizdos povos à beira-terra.Onde entre vinhas sobredosvales socalcos searasserras atalhos veredaslezírias e praias clarasum povo se debruçavacomo um vime de tristezasobre um rio onde miravaa sua própria pobreza.Era uma vez um paísonde o pão era contadoonde quem tinha a raiztinha o fruto arrecadadoonde quem tinha o dinheirotinha o operário algemadoonde suava o ceifeiroque dormia com o gadoonde tossia o mineiroem Aljustrel ajustadoonde morria primeiroquem nascia desgraçado.Era uma vez um paísde tal maneira exploradopelos consórcios fabrispelo mando acumuladopelas ideias nazispelo dinheiro estragadopelo dobrar da cervizpelo trabalho amarradoque até hoje já se dizque nos tempos do passadose chamava esse paísPortugal suicidado.Ali nas vinhas sobredosvales socalcos searasserras atalhos veredaslezírias e praias clarasvivia um povo tão pobreque partia para a guerrapara encher quem estava podrede comer a sua terra.Um povo que era levadopara Angola nos porõesum povo que era tratadocomo a arma dos patrõesum povo que era obrigadoa matar por suas mãossem saber que um bom soldadonunca fere os seus irmãos.Ora passou-se porémque dentro de um povo escravoalguém que lhe queria bemum dia plantou um cravo.Era a semente da esperançafeita de força e vontadeera ainda uma criançamas já era a liberdade.Era já uma promessaera a força da razãodo coração à cabeçada cabeça ao coração.Quem o fez era soldadohomem novo capitãomas também tinha a seu ladomuitos homens na prisão.Esses que tinham lutadoa defender um irmãoesses que tinham passadoo horror da solidãoesses que tinham juradosobre uma côdea de pãover o povo libertadodo terror da opressão.Quem o fez era soldadohomem novo capitãomas também tinha a seu ladomuitos homens na prisão.Posta a semente do cravocomeçou a floraçãodo capitão ao soldadodo soldado ao capitão....Capitão que não comandanão pode ficar caladoé o povo que lhe mandaser capitão revoltadoé o povo que lhe dizque não ceda e não hesite- pode nascer um paísdo ventre duma chaimite.Porque a força bem empreguecontra a posição contrárianunca oprime nem persegue- é força revolucionária!Foi então que Abril abriuas portas da claridadee a nossa gente invadiua sua própria cidade.Disse a primeira palavrana madrugada serenaum poeta que cantavao povo é quem mais ordena.Dizia soldado amigomeu camarada e irmãoeste povo está contigonascemos do mesmo chãotrazemos a mesma chamatemos a mesma raçãodormimos na mesma camacomendo do mesmo pão.Camarada e meu amigosoldadinho ou capitãoeste povo está contigoa malta dá-te razão......Foi esta força virilde antes quebrar que torcerque em vinte e cinco de Abrilfez Portugal renascer....
Manuel Bancaleiro
02/11/2005
O SURGIMENTO DA RELIGIÃO
A religião surgiu numa determinada etapa do desenvolvimento socio-económico da humanidade, isto é indubitável , é cientificamente correcto.
Sobre esta prespectiva, entende-se por desenvolvimento socio-económico a forma como a humanidade está organizada sob o ponto de vista social, politico e económico. A estas formas de organização deu-se o nome de "Formações Socio-Económicas.
Até aos dias de hoje a humanidade já conheceu quatro tipos de Formações Socio-Económicas :
- Sociedade Primitiva ;
- Sociedade Esclavagista;
- Sociedade Feudalista;
- Sociedade Capitalista.
Como é do censo comum, o Homem, ao longo da sua existência, nem sempre foi religioso, muito antes de o ser, ele foi "mitológico", pese embora, muitos historiadores, classificarem a mitologia como fazendo parte da religião, isso não é pacifico, porque muitos outros cientistas afirmam que tal opinião não corresponde totalmente à verdade.A humanidade conheceu até aos dias de hoje três formas, ou correntes de pensamento: a Mitologia , a Teologia e por último a Filosofia .
O surgimento da religião está directamente relacionado com o processo da sedentarização da humanidade.
Hoje, pode afirmar-se sem quaisquer sombras de dúvidas que a religião teve a sua origem nas tribos pastores.Como se sabe, o processo da sedentarização não foi homogéneo ( ainda hoje há tribos nómadas), o Homem não tinha um passado histórico, isto é, desconhecia por completo tudo o que o antecedeu, também não possuía uma noção cientifica sobre o amanhã...vivia apenas do momento para o momento, a experiência e o conhecimento adequerido, não eram transmitidos, porque a esperança média de vida situava-se entre os 23 a 28 anos.
Daí afirmar-se, que a causa determinante para o surgimento da religião foi a causa gnosiológica e o objectivo primeiro, foi o domínio por parte das tribos pastoras de todas as outras tribos sedentárias (pescadores, agricultores) bem como, de algumas tribos nómadas, que foram transformadas em tribos guerreiras, para assim, defenderem os interesses patrimoniais , exercer o domínio e subjugarem todas as outras tribos mais fracas e mais carenciadas , à vontade das tribos mais fortes e poderosas - Os Pastores.
Pelas razões acima expostas, pode-se afirmar, que a causa do surgimento da religião está inequivocamente ligada, desde o seu inicio à exploração do Homem pelo Homem .

27/10/2005
COMO SURGIU O HOMEM
Como não podia deixar de ser , também o surgimento da religião teve o seu inicio , com as causas, motivos e objectivos primeiros. Daí ser de primordial importância saber como é que a humanidade surgiu e evoluiu ao longo dos tempos.
CAPITULO I
Explicação cientifica sobre a origem do HOMEM
Australopithecus

O Australopithecus cujo o nome significa " macaco do sul ", apareceu há cerca de 5 a 7 milhões de anos atrás durante a era do Plioceno.
Media cerca de 105 a 115 centímetros de altura e tinha um cérebro mais ou menos do tamanho do de um chimpanzé. Os Australopitecos já andavam na posição vertical e já usavam ferramentas rudimentares, como paus e pedras , na sua forma original, isto é, sem que esses utensilios tenham sido modificados para uma determinada utilizaçao.Muito provavelmente, nessa Era, ainda não utilizavam a fala como meio de comunicação.
Durante os 2,5 milhões de anos seguintes, eles dominaram o planeta, evoluíram,
criaram novos hábitos de alimentação, começaram a incluir a carne na sua alimentação, o que deu origem a altarações profundas do fóro fisiológico, nomeadamente através de uma diminuição no tamanho do estômago, ( pois a carne é mais fácil de ser digerida do que vegetais) tendo resultado também num aumento substâncial de massa encefálica. Toda essa evolução é responsável pelo surgimento numa nova espécie : O Homo Habilis. Isto é, o Homo Habilis, teve a sua origem num longo processo metamorfósico.
HOMO HABILIS
O Homo Habilis cujo o nome significa " homem habilidoso ", surgiu há aproximadamente 2 milhões de anos, já trabalhava as suas próprias ferramentas começando talvez por uma simples pedra ou um pau. O seu cérebro era um pouco maior do que o do australopiteco , sensivelmente, um pouco menos de metade do cérebro do Homem actual, contudo já possuía uma grande habilidade e mobilidade nas mãos.
O Homo Habilis levava uma vida nómada nas savanas, alimentava-se de
carne, obtida através da caça, de frutos e outros vegetais. Alguns cientistas consideram-no apenas um Australopiteco evoluído, mas ainda dentro da mesma espécie, vindo a dar posteriormente origem ao Homo Erectus .
Homo Erectus
O Homo Erectus cujo o nome significa " homem direito ", surgiu há aproximadamente 1,8 milhões de anos atrás.
Com uma altura já muito próxima da do homem contemporâneo, o seu cérebro tinha o tamanho um pouco superior à metade do nosso.
Quanto ao Homo Erectus , poder-se-á dizer que já possuia inteligência, tendo nessa Era passado a dominar o uso de
uma das mais importantes e poderosas ferramentas que o homem conheceu até aos dias de hoje : O FOGO
A partir dessa Era, passou a manter uma estrutura social complexa e a viver agrupado em comunidade.
O uso do fogo distinguiu o Homo Erectus de todas as espécies que lhe haviam dado origem anteriormente.
Esta espécie tão bem sucedida no seu desenvolvimento , rapidamente deu origem ao Homo Sapiens .
Homo Sapiens
O Homo Sapiens ( poder-se-á dizer que é a origem da nossa espécie ) surgiu há aproximadamente 250 mil anos atrás, como resultado da adaptações de Homo Erectus ao meio em que eles viviam.
Desde então o Homo Sapiens tem estado em constante evolução, aumentando
o número de exemplares cada vez mais, extinguindo todas as outras espécies que se lhes opõem. Tornou-se o " animal " dominante do planeta.
A " Invasão Humana " tem inicio há 120 mil anos atrás, com uma grande erupção de um vulcão que afectou todo o planeta, estima-se que somente cerca 10 a 15 mil Homo Sapiens tivessem sobrevivido.
É o inicio a uma nova era – A Era Glacial.
Á cerca de 70 a 80 mil anos atrás, Homo Sapiens chega à Europa e passa a ser
conhecido como Homem de Cro-Magnon, entra em contacto com o Homem de Neandertal, gerando um conflito permanente o qual é quase sempre o Homo Sapiens que vence, o que leva a que a população de Homens Neandertais diminui-se drasticamente e levasse por completo à sua extinção há cerca de 35 mil anos atrás.
Há 30 mil anos dá-se o inicio da nova Era Glacial e é a partir daí que o homem entra num longo e doloroso processo de sedentarização começando a praticar a pastorícia e a agricultura .
CAPITULO II
Explicação da religião sobre o surgimento do Homem

A religião através do seu livro de conduta ( Bíblia ) tem a seguinte versão sobre o aparecimento da raça Humana, que é a seguinte:
Segundo o que está escrito no livro do Génesis, que é o primeiro livro da Bíblia, que faz parte do Pentateuco, isto é , um dos cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria, segundo a religião, é atribuída a Moisés - Adão foi o primeiro ser humano ao cimo da terra.
Uma nova e superior espécie criada directamente por Deus.
A narrativa bíblica, diz que Deus "fez o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o folego de vida e ...na continuação da saga, afirma que Adão não tinha uma alma, mas que se tornou numa alma vivente.
E continuando a teoria bíblica sobre o surgimento da humanidade, tal como Adão, Eva também foi criada directamente por Deus.
Diz o texto que Deus tirou uma costela a Adão enquanto este se encontrava num sono profundo e eis que surgiu a mulher.
E assim na primeira sexta-feira, do sexto dia da Criação, quando o mundo era inocente e puro, Adão e Eva estavam vivendo no Jardim do Éden, recentemente criado pelas mãos de Deus.
Deus, havia-lhes ordenado: "Não comam da árvore do conhecimento, pois no dia em que o fizerem, tornar-se-ão mortais.
" Tiveram então duas opções: abster-se de comer o fruto da árvore e viver para sempre no Paraíso;
Ou comê-lo e serem banidos para o mundo da mortalidade.
Em apenas três horas da sua criação, comeram o fruto da dita "árvore”.
Deus permitiu que Adão e Eva permanecessem enquanto durasse o Shabat, mas quando este terminou, foram expulsos do Éden para sempre.
Esta é uma história intrigante e desperta várias questões, senão vejamos:
Deus criou dois seres humanos perfeitos e à sua imagem, sem nenhuma malícia ou "defeito" .
Ele, o Todo Poderoso, ordenou-lhes explicitamente para não comerem o fruto de uma determinada árvore. Mas mesmo assim, estas duas almas inocentes, que jamais haviam sido expostas a influências corruptoras, desobedeceram-no em poucas horas.
Poder-se-á então dizer, que é muito provável que alguma não correu lá muito bem com sua criação. Ou então, o inimaginável - havia algo de errado com o criador.
Sendo vontade do Criador que Adão e Eva vivessem para sempre no Paraíso, num estado Divino de pureza, inocência e imortalidade. Deus enganou-se redondamente em apenas três horas…
E em resposta a essa desautorização, Deus que não é vingativo disse:
"Por que o fizestes, morrerão, comerão o pão pelo suor dos vossos rostos, e tu Eva ,em dor darás à luz."…
O papel atribuído à mulher na Bíblia é que ela é um mero complemento do Homem, e a expressão "tem de tornar-se uma só carne", denota o tipo de vínculo que deveria existir entre ambos.
Adão e Eva geraram Caim, Abel e Set, e mais umas dezenas outros filhos e filhas.
Segundo a bíblia, pese embora o facto de Adão e Eva terem cometido o pecado de ter comido o fruto proibido, eles terão vivido 930 anos. Contudo Deus que não é vingativo por eles não terem acatado a sua ordem,condenou toda a humanidade , privando-a da perfeição e da perspectiva de vida infindável.
Incrível, não é?
Em qual das versões você acredita?
Manuel Bancaleiro
05/10/2005
AS CAUSAS DO SURGIMENTO DA RELIGIÃO
Para o próximo trabalho que me proponho publicar, sobre as causas do surgimento da religião deixo aqui algumas definições filosóficas para melhor compreensão das causas do surgimento desse fenómeno.
A Filosofia divide-se em três partes fundamentais :
ONTOLOGIA – Filosofia Existencial : Filosofia do Ser .
- Cosmologia - Filosofia da natureza·
- Antropologia Filosófica - Filosofia do humano·
- Teologia Natural - Filosofia da existência da natureza e do ser (Deus)
*********************
GNOSIOLOGIA – Filosofia Intelectual : Filosofia do Conhecimento.
Que se subdivide em:
- Lógica: Filosofia da forma do conhecimento·
- Crítica: Filosofia do valor do conhecimento·
- Epistemologia : Filosofia da Ciência .
********************
DEONTOLOGIA – Filosofia Comportamental : Filosofia do dever.
Que se subdivide em :
- Ética: Filosofia da moralidade do agir humano·
- Política: Filosofia do agir humano na sociedade·
- Estética: Filosofia da sensibilidade humana .
Manuel Bancaleiro
28/09/2005
RELIGIÃO O ÓPIO DO POVO
O conceito e a existência de Deus , (no meu caso, em que fui educado num país católico, do Deus único) nunca foi algo em que depositasse ao longo da vida muita fé.
Ou seja, não era sim nem não, era "nim", e dedicava-lhe uma indiferença total. É claro que nessa altura, tal como todos os outros, a minha capacidade para pensar e aplicar a minha razão e conhecimentos num assunto tão controverso era mínima, portanto só quando comecei a adquirir os conhecimentos mínimos necessários e a necessidade de obter certas respostas é que o assunto se revelou mais problemático.
Até hoje, para além da História, que é fundamental para conhecer o ambiente em que surgiram os primeiros mitos e também a evolução da mentalidade humana ao longo da nossa evolução( nisto falarei mais á frente, quando referir os conceitos básicos sobre a evolução da humanidade).
O que abaixo se transcreve á da autoria do pensador livre, que teve a sorte de ter nascido fora dos tempos da inquisição : ENRICO RIBONI, tem o poder da verdade histórico-cientifica... impossivel de apagar.
***
A seita que ele fundou tornou-se, com o passar dos anos, na maior de todos os tempos.
O Império Romano garantia a liberdade de culto. O ateísmo e a razão dominavam. É nessa época que surge um sujeito que, segundo dizem certos judeus, perdeu o juízo porque leu o Torah demasiadamente jovem.
O culto da personalidade do fundador da seita atinge, nos cristãos, um nível que nem mesmo o estalinismo o virá a igualar.
Foram os anos do desenvolvimento da seita Cristã .
Ano 312
Tomada do poder pelos cristãos.
No fim duma guerra civil, Constantino toma o poder. Pouco depois ele converte-se oficialmente ao cristianismo, e “autoriza”, num primeiro tempo, o culto do deus único cristão, pelo Édito de Milão: foi o início da perseguição religiosa na Europa.
Ano de 380
O imperador Teodósio proclama oficialmente o Cristianismo a única “Religião de Estado”. Mas ainda será necessário esperar mais 12 anos para que todos os outros cultos sejam definitivamente proibidos.
Ano de 389
Teófilo, hoje Santo Teófilo, é nomeado patriarca de Alexandria e inicia imediatamente uma violenta campanha de destruição de todos os templos e santuários não-cristãos.
Ano de 389
Pela primeira vez, um chefe cristão dita a um imperador a política a ser seguida. Santo Ambrósio de Milão levanta-se em plena catedral e, com o sentido de caridade tão particular aos cristãos, impõe que o imperador anule a ordem que dera ao bispo de Calinicum, para que sobre o Eufrates, reconstruísse uma sinagoga que ele e a sua congregação tinham destruído.
A Igreja toma partido, assim, desde o princípio, dos incendiários de sinagogas, posição que continuará a manter até ao ano de 1940.
Foi nessa época que aconteceram na Germânia as primeiras execuções de hereges, uma bela tradição que a Igreja desenvolverá com a Inquisição e a perpetuará até 1826.
Ano de 391
Uma multidão de cristãos, guiados por Santo Atanásio e Santo Teófilo, deita abaixo o templo e a enorme estátua de Serapis, em Alexandria, duas obras-primas da antiguidade. A colecção de literatura do templo também é igualmente destruída.
Ano de 412
Cirilo, hoje Santo Cirilo, doutor da Igreja, é nomeado bispo de Alexandria e sucede ao seu tio Teófilo. Excita os sentimentos anti-semitas difundidos entre os cristãos da cidade e, à frente duma multidão de cristãos, incendeia as sinagogas da cidade e faz fugir os judeus. Em seguida encoraja os cristãos a tomar os bens dos fugitivos, que foram obrigados a deixá-los para trás.
Ano de 415
Hepatia, a última grande matemática da Escola de Alexandria, filha de Theon de Alexandria, é assassinada por uma multidão de monges cristãos, incitados por Cirilo, patriarca de Alexandria, que será depois canonizado pela Igreja.
O motivo dessa acção foi que a brilhante professora de matemática representava uma ameaça para a difusão do cristianismo pela sua defesa da Ciência e do Neoplatonismo. O facto de ela ser mulher, muito bela e carismática, fazia a sua existência ainda mais intolerável aos olhos dos cristãos.
A sua morte marcou uma reviravolta: após o seu assassinato, numerosos pesquisadores e filósofos trocaram Alexandria pela Índia e pela Pérsia.
Alexandria deixou assim de ser o grande centro de ensino das ciências do Mundo Antigo.
Em reconhecimento pelos seus méritos de perseguidor da comunidade científica e dos judeus de Alexandria, Cirilo será canonizado e promovido a “Doutor da Igreja”, em 1882.
Séculos V a XV
“Idade Média Cristã”
Aproveitando o desaparecimento das grandes bibliotecas romanas e na ausência quase total da atividade editorial na Europa, a Igreja obtém, de facto, um monopólio sobre o conjunto da escrita e da informação.
É também nessa época que se desenvolve o que se tornará uma das mais ricas tradições cristãs: queimar pessoas vivas. Cerca de um milhão de “bruxos” serão torrados durante a Idade Média.
Séculos XI e XII
Em face do crescimento da população da Europa, a Igreja propõe um método de controle populacional “natural”: as cruzadas.
O apelo às cruzadas foi lançado em 1095. Em 1099 Jerusalém é “libertada”: logo que as tropas cruzadas entraram na cidade, o governador muçulmano rendeu-se sob a promessa da população civil ser poupada.
A última fase do massacre passa-se nas sinagogas e mesquitas da cidade, onde os habitantes aterrorizados se refugiaram: pensaram que o carácter religioso dos locais podesse inspirar os piedosos cruzados à clemência. Nada disso aconteceu: os cruzados entram e transformam os locais de culto em vastas carnificinas. O massacre de milhares de civis amontoados na grande mesquita da esplanada do templo dura várias horas. “Tudo o que respira” na cidade foi morto, informam com orgulho os comandantes dos cruzados. Tudo isto em nome de um Deus único.
Ano de 1231
Fundação da Inquisição. O Santo Ofício, durante toda a sua história, queimou mais de um milhão de pessoas, essencialmente hereges, judeus e muçulmanos convertidos e também os “bruxos”. A última feiticeira será queimada em 1788. O último “herege” chegará à sua vez em 1826.
Ano de 1251
O papa Inocêncio IV autoriza enfim a inquisição a praticar a tortura. A obtenção das confissões de culpa é grandemente facilitada. A inquisição pode aplicar, com base em confissões arrancadas através de tortura, penas: indo duma simples oração ou dum jejum até à confiscação dos bens e mesmo prisão perpétua. Mas ela não pode condenar à morte. Com a subtileza característica da Igreja católica, a inquisição podia “passar” um herege para a justiça comum, que o levará à morte na fogueira, com base na confissão obtida pela Igreja, mesmo com tortura. Essa subtilidade permitirá à Igreja afirmar que ela nunca matou ninguém...
Ano de 1483
Tomás de Torquemada é nomeado Grande Inquisidor de Castela. Esse monge dominicano faz uma ampla utilização da tortura e da confiscação dos bens das vítimas. Estima-se em 20.000 o número de pessoas queimadas durante o seu mandato.
Ano de 1492
O rei “muito católico” e a rainha “muito católica” (títulos dados pelo papa em pessoa!) de Espanha, expulsam os judeus.
Em toda a Europa os padres católicos mobilizam-se para obrigar os governos a proibir a entrada dos judeus expulsos.Os judeus que escolheram converter-se são perseguidos pela inquisição com uma impressionante determinação: até ao século XVIII, far-se-á o “Teste da banha de porco” aos judeus convertidos e seus descendentes: uma salada com pedaços de carne e banha de porco é apresentada ao “convertido”.
Ano de 1499
Acontece neste ano o maior “auto da fé” que a História registra. Em um só auto de fé, o inquisidor Diego Rodrigues Lucero queima vivos nada menos que 107 judeus convertidos ao cristianismo, em Córdova.
Ano de 1506
“Pogrom” de Lisboa: 3000 judeus são trucidados pelos piedosos católicos, incitados pelos prelados.
Ano de 1527
Saque de Roma.
Os soldados protestantes massacram a totalidade da população de Roma, umas 40.000 almas, e pilham a cidade. O papa é salvo pelos guardas suíços. Ele fecha-se com eles no Castelo de Santo Ângelo, enquanto a população é massacrada. Ele passou um grande medo. Os suíços ganham assim uma fama profissional no estrangeiro, o que se perpetua até hoje.
Anos de 1566 a 1572
Pio V, papa. Este santo da Igreja católica vangloria-se publicamente diversas vezes de ter, durante a sua carreira de inquisidor, colocado fogo com suas próprias mãos em mais de 100 fogueiras de hereges que ele mesmo acusara, confundira e condenara.Publica também uma nova edição do catecismo oficial da Igreja, no qual o amor ao próximo e a misericórdia ocupam um lugar importante.
Ano de 1609
Expulsão dos mouros de Espanha. Depois da expulsão dos judeus de Espanha, a inquisição aborrecia-se um pouco nesse belo país.
Ano de 1633
Processo de Galileu
Por ter duvidado da teoria geocêntrica de Ptolomeu, (que, diga-se de passagem, não era cristão), Galileo Galilei é obrigado a retratar-se: são-lhe mostrados os instrumentos de tortura que seriam usados se ele insistisse. O processo de Galileu só foi reaberto para revisão pelo papa João Paulo II, e Galileu é reabilitado em 1992.As suas obras já tinham sido colocadas no Índex em 1616. Passará o resto da sua vida confinado na sua casa (prisão domiciliar). Foi a sua reputação internacional de cientista que lhe evitou conseqüências mais graves.
Ano de 1788
No Cantão de Glaris, na Suíça, a última bruxa foi queimada.Esta execução da Inquisição não foi a última, e continuará queimando hereges até 1826.
Ano de 1793
Kant, professor de Filosofia em Konigsberg e estrela internacional da filosofia moderna, depois da publicação da “Crítica da Razão Pura”, publica “A religião nos limites da Razão”, onde ele coloca as doutrinas cristãs à prova do raciocínio e do “imperativo categórico”. É demais para os piedosos reis da Prússia, que empurrados pelos prelados protestantes, intervém e Kant é forçado a retratar-se publicamente, sob pena de perder imediatamente o seu posto na universidade de Konigsberg. Todos os professores universitários são obrigados a assinar, sob pena de dispensa imediata, um documento onde prometem não citar os ensinamentos de Kant com relação à religião. Como no caso de Galileu, a fama internacional de Kant o salva de conseqüências mais severas. Kant ainda pensa em se exilar, mas neste fim de século, há poucos céus clementes para pensadores que ousaram criticar aspectos da ideologia cristã. Assim acabará os seus dias em Konigsberg.
Ano de 1826
O último herege é queimado vivo pela inquisição espanhola. Uma rica tradição cristã termina. Daí para a frente, a Igreja recorrerá a meios mais sutis para matar, como proibir a assistência a mulheres que devem abortar, sabotando o planejamento familiar nos países pobres, proibindo os preservativos como modo de lutar contra a Sida, etc.
Ano de 1871
O papa excomunga todo aquele que participar de qualquer eleição do estado italiano, que é classificado como “diabólico”, porque retirou aos papas o seu poder temporal. Essa sentença de excomunhão automática não impedirá o papa de abençoar, alguns anos depois, a fundação do “Partito populare”, de inspiração católica e fundado por um padre.
Ano de 1881
Os “Pogroms” russos começam. Incitados pelos prelados ortodoxos, que difundiram um boato que o Czar Alexandre II teria sido assassinado por um judeu, multidões se juntam em mais de 200 cidades russas e destroem os bens dos judeus. Os pogroms tornar-se-ão comuns na piedosa Rússia Czarista, sobretudo entre 1908 e 1917. O mais violento dentre eles teve lugar em Kishinev, em 1913: as autoridades civis e religiosas da cidade incitam a multidão que ataca violentamente os judeus. Durante dois dias a multidão mata 45 judeus, fere 600 e pilha 1500 casas. Claro que os responsáveis (popes e políticos) nunca serão incomodados pela justiça.
Anos de 1918 a 1945
Os anos do compromisso. A Igreja católica apóia ativamente o crescimento dos totalitarismos na Europa. Na Áustria, o seu apoio ao Austro-Fascismo é total. Na Itália, ela assina com o regime fascista uma concordata que faz do catolicismo a religião de estado: os italianos podem de novo votar sem serem excomungados, pena que isso de pouco serve em período de ditadura.
O papa declara que todo aquele que votar nos comunistas ou que ajudar esse partido de qualquer maneira será automaticamente excomungado. Essa medida divide as famílias, provoca exclusões socialmente intoleráveis para muitos e obriga à clandestinidade de numerosos comunistas nas zonas rurais.
Anos 80
Depois de um período de aparente liberalização, o papa João Paulo II chega à cabeça da maior seita do mundo e rende-se às mais terríveis tradições da Igreja.
Anos 90
A Iugoslávia era, nos anos 80, uma das terras favoritas para férias balneares dos europeus. A publicidade iugoslava da época vendia o caráter multireligioso do país como um argumento turístico, pois se podia ver em Mostar e em outras belas cidades as mesquitas e as igrejas lado a lado. Mas o país se afundou numa série de guerras civis que se querem descrever como guerras “étnicas”, quando na verdade se tratam de guerras religiosas. O caso da guerra da Croácia é o mais flagrante. Sérvios e croatas têm a mesma origem étnica e até a mesma língua, o Croata-servo. O mais irônico é que o croata-servo (servo-croata, escrito em caracteres latinos), é hoje a língua oficial dos soldados do exército Iugoslavo que combateu em Kosovo contra a OTAN, depois de ter lutado contra os croatas no início dos anos 90. Mas a religião separa os croatas dos Sérvios: os croatas foram cristianizados por Roma e são católicos. Os sérvios foram cristianizados pelos bizantinos e são ortodoxos. Quando Milosevitch começa a agitar o espectro da “Grande Sérvia”, a Croácia declara a independência. Imediatamente o Vaticano e a R. F. da Alemanha, cujo chanceler se declarava um católico convicto, reconhecem a Croácia católica como estado independente. O Vaticano mandou para todo o mundo anúncios para que os países reconhecessem o novo estado católico. O papa multiplica os apelos, as preces e as missas pela independência da Croácia. Durante esse tempo, o ditador croata, antigo oficial superior do regime comunista e também católico praticante, deu férias para todos os seus funcionários ortodoxos, isto é, sérvios. Depois escolheu como bandeira nacional a antiga insígnia dos Oustachis, que entre 1940 e 44 tinham praticado um genocídio de cerca de 600.000 sérvios. A guerra civil iniciou-se.Finalmente termina essa guerra, e o papa beatifica o cardeal Stepinac que havia qualificado Ante Palevitc, o ditador Oustachi durante a ocupação de 1940/44, de “Dom de deus”, para a Croácia e o havia apoiado ativamente.A guerra da Iugoslávia continuou depois na Bósnia, onde os membros dos três grupos religiosos (ortodoxos, muçulmanos e católicos) se enfrentaram em uma série de combates triangulares, tendo a população civil como a principal vítima. Depois a guerra passou para o Kosovo, província agrícola sem interesse estratégico, e todos sabemos o que se passou.As guerras da Iugoslávia são um caso emblemático da catastrófica intolerância que é típica das religiões “reveladas”: as comunidades religiosas se enfrentam, neste final de século, em nome de religiões que elas receberam dos acasos da expansão dos diversos impérios (Romano, Bizantino e Otomano) desde a idade-média.***O encencial de tudo isto que acabou de ler é fazê-lo PENSAR, em vez de aceitar tudo como um dado adequerido







