08/07/2008

'O Tratado de Lisboa não está moribundo, está morto !!!'

'O Tratado de Lisboa não está moribundo, está morto !!!'

O Referendo na Irlanda, veio pôr a nu toda a hipocrisia e mediocridade da política da União Europeia. Ao votarem NÃO, os Irlandeses “ mandaram às ortigas” o célebre “Tratado de Lisboa” e deram assim uma enorme bofetada na classe política de “Chicos Espertos” que manipulam os destinos dos povos europeus e que a todo o custo querem ganhar na “secretaria” aquilo que desde sempre souberam ser impossível ganhar com o voto expresso dos povos.

A vitória dos defensores do ‘Não’, não foi apenas uma vitória dos Irlandeses, foi uma vitória dos povos europeus amantes da liberdade, da fraternidade, da solidariedade, da democracia e da soberania dos povos, contra esta globalização imperialista, assente no militarismo exacerbado, na desregulação das leis do trabalho, na queda descendente dos salários e das condições dos trabalhadores, nos ataques sistemáticos e concertados aos serviços públicos e nas tentativas constantes de pôr termo ao “Estado Social” existente nos países europeus.

Tivessem todos os governantes cumprido com a promessa de dar voz aos povos para se pronunciarem sobre este tratado e veriam o que os europeus pensam sobre esta farsa ( Tratado de Lisboa)!!!


A vitória do 'Não' no referendo na Irlanda sobre o “Tratado de Lisboa” abre novas expectativas não apenas aos trabalhadores, mas a todos os democratas e particularmente à juventude da União Europeia que assim viu suspender todo este processo antidemocrático e de retrocesso na evolução e consolidação dos regimes democráticos, sendo de capital importância manter constante esta luta até ao enterro total deste “Tratado”. Esta oportunidade tem de tomar forma em toda a Europa, já!!! Não podemos somente esperar, enquanto preparam uma nova estratégia para ressuscitar o Tratado e colocá-lo à votação, tantas vezes quantas as necessárias, até ganhar o “Sim”.

A elite política europeia, que está permanentemente de coqueras perante os grandes interesses monopolistas do capitalismo global, tem um programa para a construção de um super-estado, que serve apenas e só os interesses do grande capital… e através da chantagem e da manipulação apoderaram-se das instituições e organismos da União Europeia, deixaram de servir as democracias nacionais, cooptaram todos os principais partidos políticos e, infelizmente também algumas direcções de Centrais Sindicais, que estão hoje, mais comprometidas com o patronato do que com os próprios trabalhadores, e naturalmente também como o apoio da propaganda falaciosa dos meios de comunicação.
Apesar de toda esta manipulação, arrogância e hipocrisia, não conseguiram vencer a dúvida de franceses e holandeses e, agora, do povo irlandês e as interrogações dos polacos, dos checos e dos próprios alemães.

O “Tratado de Lisboa”, não está moribundo, está morto e não venham agora tentar por formas e artimanhas anti-democráticas ressuscitá-lo porque a não aprovação por qualquer um dos 27 países, quer as ratificações sejam feitas por referendos ou nos Parlamentos Nacionais, inviabiliza a sua implementação a partir de 1 de Janeiro de 2009.

A mentira, tal como o crime nunca compensam e não resulta fazer as coisas impondo uma vontade pela força, porque mais tarde ou mais cedo acaba sempre por cair pela vontade e luta dos povos.

*****


"Dez pontos para reflectir:


1. O Tratado Reformador faz dos portugueses “cidadãos da Europa”, e “ser português” deixa de fazer sentido, não só juridicamente, como politicamente. Sendo cidadãos da Europa, os deveres e obrigações dos “habitantes de Portugal” serão ditados pela União Europeia. Falar em “História de Portugal” passou a ser irrelevante, e provavelmente a disciplina de História de Portugal passará a ser estudada no 11º e 12º anos, sendo substituída nas escolas primárias portuguesas e no restante ensino secundário por uma “História da Europa” laudatória e politicamente correcta concebida através de resenhas das histórias nacionais da França e da Alemanha (e pouco mais).


2.Pela primeira vez, a União Europeia terá um Presidente em funções de representação interna e externa durante 5 anos, (não confundir com o Presidente da Comissão, que é Durão Barroso, neste momento) que representará os “povos da Europa” mas que não é eleito pelos povos, antes será cooptado pelos 27 primeiros-ministros dos países membros. Por isso, o nosso Presidente da República passa a ser uma figura cómica e sem sentido, e o mais absurdo é termos uma lei constitucional que exige uma eleição presidencial, para sermos agora obrigados a engolir um presidente cooptado, à moda do Estado Novo.


3.Para além do “Presidente da Europa” haverá um “Ministro dos Negócios Estrangeiros” – o chamado “Alto Representante” – que assumirá funções de “porta-voz da EU” a nível internacional. Terá o seu próprio corpo diplomático e as suas embaixadas em todos os países do mundo (com excepção dos países da EU, que desaparecerão), que tendencialmente substituirão as embaixadas portuguesas em todos os países onde temos representações diplomáticas. A carreira diplomática portuguesa acabou.Qualquer Tratado Internacional assinado pelo “Alto Representante” da EU comprometerá os portugueses sem que sejamos tidos nem achados nas decisões tomadas. A nossa voz, como povo, diluir-se-á na burocracia que governa Bruxelas.


4. O “gabinete” do “governo europeu” será o Conselho Europeu, a quem o novo Tratado deu poderes especiais e obrigações adicionais. Uma das obrigações é a que os seus membros coloquem os objectivos da EU acima dos objectivos nacionais. Assim, quando o Sócrates (ou outro PM português) for a uma reunião do Conselho Europeu, não o fará representando os portugueses, mas com o estatuto de serviçal da União Europeia.


5.Portugal deixa de ter um comissário que nos represente na Comissão Europeia. Isto significará, que de quando em vez, seremos afectados no nosso dia-a-dia por leis totalmente elaboradas por gente pertencente a outros países, e sem nenhuma interferência de um político português.


6. O novo Tratado aumenta os poderes do governo não-eleito de Bruxelas de forma a poder contrariar as decisões tomadas pelo parlamento português. Por exemplo, se o parlamento português tomar uma posição que incomode um dos grandes países da Europa, o governo não-eleito de Bruxelas tem poderes para pura e simplesmente anular essa posição do nosso parlamento, e considerá-la jurídica e politicamente inválida.Para além disso, o Conselho de Ministros da EU adopta o sistema de votação por “dupla maioria”, substituindo a votação por “tripla maioria” do Tratado de Nice de 2000. A “dupla maioria” significa que qualquer lei que prejudique Portugal passará se for apoiada por 55% (15 dos 27) dos estados membros que representem pelo menos 65% da “população europeia”.


7. O Tratado Reformador fará com que a defesa do nosso território e das nossas águas nacionais deixem totalmente de pertencer às nossas Forças Armadas, fazendo com que sejamos ainda mais dependentes na nossa defesa do que já somos hoje. A ideia de sermos obrigados a ter muito brevemente um contingente de tropas espanholas – que pode atingir um número elevado – estacionadas no nosso território (ou mesmo em redor de Lisboa) e fora do âmbito da NATO, é perfeitamente possível a curto prazo.


8. O referido no ponto 7 aplicar-se-á às forças policiais. Brevemente poderemos ver polícias de outras nacionalidades – romenos, espanhóis ou búlgaros, etc. – a policiar as nossas ruas e o nosso território nacional.


9. O Tratado vai implementar a “Política Comum de Energia”, fazendo com que os nossos interesses nacionais vitais na busca de fontes energéticas sejam subordinados a uma autorização da EU – isto numa altura em que as fontes energéticas internacionais começam a atingir um ponto crítico. Os tratados bilaterais sobre energia entre Portugal e Angola ou entre Portugal e a Venezuela podem ser postos em causa se incomodarem a França, a Alemanha ou a Espanha. Por exemplo, a discrepância entre os custos a pagar pela energia, entre um alemão e um português, tende a agravar-se.Será possível que os portugueses vejam ser construída uma central nuclear ou um depósito de resíduos nucleares no território nacional, por decisão da “Política Comum de Energia”, sem que possamos impedir que isso aconteça.


10. O Tratado prevê a introdução – por parte dos países mais poderosos da Europa – de “regulamentos” financeiros politicamente motivados, que reduzirão a Bolsa de Lisboa a uma dimensão de uma Bolsa de um país do quarto-mundo, e em favor das grandes Bolsas da Europa dos grandes países, como Frankfurt, Paris ou Madrid. Em suma, o pouco dinheiro que ainda passa por Lisboa, será (convenientemente) desviado de Portugal para os países mais ricos da Europa.


*****


No dia em que se assinou o “Tratado Inconstitucional”, a BBC abordava em parangonas no seu site o escândalo do doping de esteróides anabolizantes no basebol americano, sem fazer uma única menção à assinatura do Tratado em Lisboa. Os ingleses foram os mais inteligentes, porque este Tratado é uma cópia em 9/10 do anterior “Tratado Constitucional” que foi chumbado pelos referendos francês e holandês, e por isso, não merece credibilidade.


Pouca gente se deu conta que este Tratado permite à União Europeia forçar um país membro a introduzir o Euro como moeda oficial; quando o Reino Unido e Suécia ratificarem o Tratado, sujeitam-se a que os burocratas de Bruxelas decretem o fim da Libra Inglesa e da Coroa Sueca.


Para um país pequeno mas com 900 anos de História, como é Portugal, este Tratado é devastador; não sei como podem existir portugueses que defendam este Tratado.


O alargamento a leste foi ditado por interesses nacionais exclusivos da Alemanha, e foi esse alargamento a leste que causou a actual crise de funcionamento da União Europeia, isto é, os alemães são os responsáveis pela crise da EU. Para além dos interesses económicos empresariais, os alemães procuram na Europa de leste um alívio para a bancarrota do seu sistema nacional de segurança social, que têm grandes despesas com índices de natalidade em queda livre, esperando que com o desenvolvimento económico dos países de leste, estes possam contribuir, seja com migrações internas, mas principalmente com dinheiro (contribuintes líquidos) para o suporte do sistema social alemão.


Independentemente do articulado do Tratado, as duas perguntas que os portugueses têm que fazer são:
a) Querem que Portugal passe a ser uma pequena região da União Europeia administrada a partir de Bruxelas?
b) Consideram que a União Europeia terá a capacidade de administrar uma federação com cerca de 450 milhões de habitantes, tendo simultaneamente em consideração os interesses de uma nação com apenas 10 milhões, e sabendo a existência da imensa carga burocrática no funcionamento da União Europeia?


Alguém imagina que 2,2% da população (entre a mais pobre) da União europeia (que é o rácio entre os 10 milhões de portugueses e os 450 milhões de europeus) vai pesar alguma coisa nas decisões da burocracia de Bruxelas? Será que ninguém percebe que Trás-os-Montes caiu no esquecimento do poder central lisboeta porque é pobre e tem pouca gente, o que causa ainda mais pobreza e desertificação?


Para além destas perguntas pertinentes, é bom que os portugueses saibam que a Assembleia da República se tornou redundante, uma vez que – com o tempo e a partir de 2009 – só terão lá assento os “partidos europeus”, isto é, os partidos domesticados pela União Europeia; os partidos políticos sem filiação europeia serão sistematicamente ostracizados pelo sistema europeu. A Assembleia da República deixará de ser o espelho político da nossa sociedade, para passar a ser o espelho político da União Europeia que nos é imposto.


O facto de haver um compromisso entre os políticos que assinaram o Tratado no sentido da não-realização de referendos nacionais – com excepção da Irlanda por motivos constitucionais – revela um claro indício de uma construção de um Super Estado Policial.


Se o que está aqui escrito não é verdade, desmintam. E se é verdade, tenham a coragem de assumir as vossas responsabilidades: devemos ser contra um Tratado que vai contra a Constituição Portuguesa e contra os interesses do povo português – e acima de tudo, limita a liberdade dos cidadãos da Europa em nome do Poder dos políticos e burocratas de carreira, e está imbuída de uma dinâmica de supremacia e de confrontação internacional. "







Manuel Bancaleiro

07/02/2008

LEI DO TABACO - UMA LEI FUNDAMENTALISTA

Passado mais de um mês sobre a entrada em vigor da Lei n.º 37/2007 – a “Lei do Tabaco”, conhecida como a “Lei anti-tabagismo” que em minha opinião, é a mais das “fundamentalistas” Leis criada pós 25 de Abril.

Com a poeira a começar a baixar, é importante falar de certos assuntos que deveriam ter sido objecto de debate e de esclarecimento por parte da classe política, dos “mass media” e dos “fazedores de opinião da nossa praça” e que, infelizmente, de forma propositada foram inumeras vezes essas verdades ocultadas e manipuladas por aqueles que deveriam ter a obrigação de informar e de esclarecer a opinião pública – Os Órgãos de Comunicação Social– A classe jornalística no nosso País, a troco de algumas migalhas, infelizmente, tem vindo a deixar-se manipular pelo poder económico e político. Hoje, não é mais do que a voz do dono.
Esta lei é demasiado “fundamentalista” porque é uma lei desequilibrada e parcial, ela trata de forma diferenciada e discriminatória os cidadãos ao longo de todo o processo na luta antitabágica.

Vejamos, um cidadão toxicodependente em drogas proibidas, é ( e bem ) considerado e tratado como um doente, o Estado dá-lhe o apoio possível, através do serviço nacional de saúde, para que ele se possa tratar. Tal atitude o Estado não tem para com os toxicodependentes das chamadas drogas legais. Um cidadão viciado em tabaco não tem qualquer apoio ao nível da assistência medicamentosa, para que possa deixar de fumar. No entanto, ao contrário do toxicodependente em drogas proibidas, ele coloca nos cofres do ministério das finanças mais de 80% do valor de cada maço de tabaco que compra… Hoje, há uma lei emanada por um Estado de Direito e Democrático que humilha, escorraça e trata como “rafeiros vadios”, todos aqueles(as) que anualmente contribuem com mais de mil milhões de euros para os cofres do Estado. Incompreensível e inaceitável. Este Governo, tinha condições e tinha a obrigação e o dever de fazer uma Lei com um maior sentido reformista na luta antitabágica. Infelizmente e ao contrário de outras reformas efectuadas e que foram profundamente lesivas para maioria dos portugueses, aqui não teve essa coragem de ir mais além e sabe-se bem porquê...

Onde está nesta Lei a prevenção para o habito do tabaco?

Só se encontra nela a proibição, a repressão e humilhação a jusante da dependência do tabagismo…assim não se faz prevenção.
E a montante?
Em quê é que este Governo legislou a montante para resolver toda a problemática do vício do tabaco?


Não seria aí que deveria começar toda a prevenção?

Os Senhores que hoje exercem o poder político e que “fabricaram” esta Lei, são os mesmos que durante as décadas de 70 e de 80 permitiram e incentivaram as mais vergonhosas campanhas publicitárias para o consumo do tabaco, inclusive, conseguiram fazer uma coisa que até então não tinha sido possível – Conseguiram através de campanhas agressivas de markting e de publicidade fazer passar a ideia de que “fumar” para a mulher era sinónimo de emancipação , de liberdade e de igualdade… Conseguiram pôr a mulher a fumar.

O Cartel “Philip Morris” é detentor de todo o monopólio das Tabaqueiras ao nível mundial, como tal, é também detentor da totalidade da Tabaqueira portuguesa. A “Philip Morris” é a responsável pelo manuseamento, composição e fabrico da maioria das marcas de tabaco vendidas em Portugal, é ela quem decide as quantidades de produtos químicos que são adicionados ao tabaco. Quando compramos, por exemplo um maço de cigarros Português Suave (Azul), trás uma informação com os valores de alcatrão, de nicotina de monóxido de carbono, muito embora existam lá outros produtos químicos, mas que de forma propositada não são mencionados. Aqueles valores são fornecidos pela Tabaqueira.

E quem nos garante que são mesmo os valores reais?

Sabem quem fiscaliza os produtos químicos que são adicionados ao tabaco? Imaginem… A própria Tabaqueira. Impressionante, não é? A “Philip Morris” a fiscalizar-se e a auto-regular-se a si própria. Não é por acaso que a marca de tabaco Marlboro à cinco anos atrás era a quinta marca mais fumada em tudo o mundo e hoje é “apenas” a primeira. Porque será?
Este Governo que se auto-intitula de reformista, poderia muito bem, ter feito com esta Lei, aquilo que fez com os trabalhadores deste País, ao aumentar-lhes de forma progressiva o tempo para a idade de reforma … em relação ao ta
baco, poderia ter feito a mesmíssima coisa mas em sentido inverso, isto é, obrigando a Tabaqueira em cada ano, a reduzir em duas décimas os valores dos aditivo víciantes contidos no tabaco, até possuir níveis aceitáveis e começar a produzir desde já cigarros com baixíssimos valores de aditivos químicos, dando assim a opção de escolha aos viciados em tabaco... e assim, seguramente, daqui a três ou quatro anos teríamos o problema do tabagismo resolvido no nosso País. Se o "legislador" tivesse tido essa coragem... teríamos uma verdadeira politica preventiva de combate ao consumo do tabaco, logo à nascente deste grave problema de saúde pública...



******



ALGUMAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES
Doenças associadas ao Uso do Cigarro

O fumo é responsável por :

30% das mortes por cancro;
90% das mortes por cancro no pulmão;
97% do cancro da laringe;
25% das mortes por doença do coração;
85% das mortes por bronquite e enfisema;
25% das mortes por derrame cerebral ;
50% dos casos de cancro de pele .

Fumo e Toxicidade
Quando um cigarro é acesso algumas substâncias são inaladas pelo fumador e outras difundem-se pelo ambiente. Essas substâncias são nocivas à saúde.
O fumo do cigarro é constituído por quase 5 mil substâncias tóxicas, dessas substâncias, 80 são cancerígenas, a nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão são algumas dessas substancias.
Nicotina - considerada droga pela OMS é uma droga psicoativa e é esponsável pela dependência do fumador. Actua ao nível do sistema nervoso central, diminui a chegada do sangue aos tecidos e causa dependência química.Monóxido de Carbono (CO) - diminui a quantidade do oxigénio no sangue.Alcatrão: é altamente cancerígeno, dando início à formação de tumores.
SG Ventil e SG Filtro têm pesticida proibido
Um estudo realizado por uma investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto revelou que duas marcas de tabaco comercializadas em Portugal contêm um pesticida proibido na Europa desde 2001, avançou, quarta-feira, a RDP.
A investigação levada a cabo por Maria Teresa Vasconcelos, que analisou quatro marcas de tabaco compradas aleatoriamente, concluiu que o SG Ventil e o SG Filtro contêm dialdrin, um pesticida potencialmente cancerígeno. Citada pela RDP, a investigadora indicou que a substância é encontrada nas folhas do tabaco e nas partículas aspiradas resultantes da queima dos cigarros destas duas marcas.
O dialdrin foi proibido na Europa pela Convenção de Estocolmo, em 2001, o seu uso está também proibido nos Estados Unidos da América desde 1983


A NOVA LEI E A VERSÃO DA TABAQUEIRA


A nova lei do tabaco promete trazer grandes mudanças, mas muito menos para as Tabaqueiras que para os fumadores.
A União Europeia tem incentivado os Estados-membros a adoptarem medidas contra o fumo, mas continua a reconhecer às tabaqueiras o direito ao segredo de fabrico.
Basta ir à página da Direcção Geral de Saúde na internet para confirmar que algumas marcas invocam esse direito para não apresentar dados sobre a composição dos seus produtos.
No caso da Tabaqueira Nacional, adquirida pela “Philip Morris”, o porta-voz da empresa garante que todos os dados são cedidos, não podem é ser todos divulgados.
Em entrevista à Renascença garante que a Tabaqueira não usa qualquer substância viciante, além da nicotina.
Nuno Jonet não percebe uma das raras restrições às Tabaqueiras na nova lei, que ficam proibidas de qualquer tipo de acção que vise prevenir o tabagismo.De resto, assume que em termos comerciais a nova lei terá algum impacto, mas na fase inicial.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Tabaqueira, SA
Fundada em 1927 e subsidiária da Philip Morris International desde 1997, a Tabaqueira fabrica e comercializa cigarros. É a mais importante empresa no sector do tabaco em Portugal e uma das maiores empresas portuguesas. Fundada em 1927, por Alfredo da Silva, A Tabaqueira instalou, em 1962, a sua fábrica em Albarraque, no Concelho de Sintra. A fábrica, que pertencia então ao Grupo Cuf, tinha uma produção anual de 6000 milhões de cigarros. Em 13 de Maio de 1975, A Tabaqueira foi nacionalizada e designada por Tabaqueira - Empresa Industrial de Tabacos, E.P.
Em 1996, o Estado Português decidiu privatizar a Tabaqueira, S.A., tendo um grupo liderado pela Philip Morris International, o maior fabricante mundial de cigarros, adquirido 65% das suas acções.
Hoje, terminadas as 3 fases do processo de privatização da empresa, a Philip Morris International passou a deter mais de 99% do capital da Tabaqueira, S.A.

Desde então a Tabaqueira, S.A. mais do que duplicou a produção na fábrica de Albarraque, que se situa actualmente ao nível de cerca de 25 mil milhões de cigarros por ano, aproximadamente metade dos quais destinados a exportação para diversos Estados-membros da União Europeia e outros mercados em todo o Mundo.
A fábrica de Albarraque é o terceiro maior centro de produção da Philip Morris International na União Europeia.

HUMOR

Lei n.º 37/2007
de 14 de Agosto

Artigo 4.º
Proibição de fumar em determinados locais
1 - É proibido fumar:
a) Nos locais onde estejam instalados órgãos de soberania, …;
b)
Nos locais de trabalho;
c) Nos locais de atendimento directo ao público;
d) Nos estabelecimentos onde sejam prestados cuidados de saúde….





Manuel Bancaleiro

05/09/2007

QUE TRISTE SINA A NOSSA!!!

"ORDINARIAMENTE todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o ESTADISTA. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?".
( Eça de Queirós , 1867 in "O distrito de Évora)

Manuel Bancaleiro

03/05/2007

IDEOLOGIA NAZI - NÃO OBRIGADO

I

Para melhor se compreender certos fenómenos que levam ao surgimento de movimentos político-sociais contrários a vivência democrática, é importante sabermos como as sociedades evoluíram ao longo da história, sob o aspecto da organização política.
Para isso, basta percorrermos a literatura de alguns pensadores que deram origem às teorias politicas, inicialmente, de caris utópico ( inicio do séc. XIX ) – de Thomas Morus passando por Robert Owen, Saint Simon, Fourier ou Ludwig Feuerbach, até ao surgimento da doutrina materialista, ou seja, das teorias do socialismo cientifico (dos fins séc. XIX até meados do séc. XX ). Em todas estas teorias, há o reconhecer de uma realidade inaceitável para a condição humana – que é, a forma degradante como o homem é explorado pelo homem. E encontramos simultaneamente nessas teorias, o apontar de caminhos, que levam a uma consciência social, que culmina com o fornecer de respostas plausíveis para o fim dessas injustiças sociais.

II


A revolução Industrial, deu origem a um novo modelo de organização socio-económica – A sociedade Capitalista.
Com este novo tipo de sociedade, surgiram os movimentos associativos, trabalhistas e cooperativista, como forma de organização social, para fazer frente ao capitalismo primário, completamente desregulado, em que, imagine-se, a própria retribuição salarial paga aos trabalhadores era abaixo do valor de subsistência, o que levou à diminuição drástica do número de operários. Poder-se-á dizer, que esta foi a primeira crise do capitalismo e que obrigou à elaboração da “lei de bronze dos salários”, fruto do poder reivindicativo que esses movimentos começaram a exercer, dando origem ao surgimento dos primeiros partidos políticos de ideologia operária e dos movimentos sindicais.

III


Os primeiros partidos políticos surgidos no interior dos trabalhadores fabris, foram os Partidos Sociais Democratas Operários, que devido à crescente massa operária e à sua consciência de classe, depressa se transformaram em partidos de todas as classes trabalhadoras, com uma enorme representatividade e um elevado poder reivindicativo, tanto ao nível político, como ao nível social, através dos seus sindicatos.
Isso, foi um enorme problema para o Capitalismo, que detendo o poder económico e o poder politico central, não tinha em seu poder, o controlo dos partidos políticos dos trabalhadores. O que fazer então? Hoje, a resposta está bem à vista! Quem representam os Partidos Sociais Democratas? Os trabalhadores (a esquerda)?
Ou o patronato (a direita)? Foi precisamente isso que aconteceu, o poder capitalista (patronato) de forma subtil, através dos seus lacaios e caciques apoderaram-se paulatinamente desses partidos…e como seria de prever ao longo das décadas seguintes foram perdendo o apoio dos trabalhadoras…e estes últimos, por sua vez criaram novas organizações proletárias com uma mais fincada consciência de classe, onde nasceram mais fortes, mais sólidos e mais poderosos os novos partidos políticos: Os partidos socialistas operários e os partidos comunistas.

IV

E mais uma vez a história volta a repetir-se. Sempre que esses partidos criam uma ampla base de representatividade na sociedade, eles são tomados de assalto pelo Capitalismo, para serem controlados e dirigidos pelas classes patronais, ou seja, pelas classes dominantes, de forma a conseguirem manipular e dividir as massas trabalhadoras. Veja-se o que tem vindo a acontecer aos partidos socialistas europeus. Hoje existem partidos socialistas na Europa, com politicas muito mais à direita do que os próprios partidos sociais democratas. O Partido Socialista português é infelizmente um bom exemplo dessa triste realidade.

V

Até mesmo, mais à esquerda isso aconteceu. Por exemplo, o Partido Comunista de Itália durante as décadas de 70 e de 80 do séc. passado, tinha uma ampla base de apoio na sociedade italiana. Foi tomado literalmente pela burguesia de ideal capitalista, dando origem a uma falácia, que se auto denominou de euro-comunismo, que mais não foi do que a tomada da posse desse partido pelo capitalismo. O mesmo aconteceu com diversos outros partidos politicos, um pouco por toda a Europa Ocidental.
Onde estão esses Partidos agora? Praticamente não existem e alguns foram até mesmo dissolvidos.
Porém, alguns partidos políticos da esquerda europeia, para evitar cair nas mãos do grande capital, tiveram de criar sistemas de blindagem para impossibilitar a infiltração dos “agentes” do capitalismo. E hoje, estamos constantemente a ser bombardeados pelos “fazedores de opinião”, especialistas na manipulação social através dos “media” em que acusam esses partidos de possuírem “cortinas de ferro” e de serem partidos profundamente ortodoxos. É um paradoxo. Mas seguramente você agora compreende porquê!

VI

O holocausto nazi, surgiu precisamente dessa forma, no aproveitamento da expansão dos ideais do socialismo científico de caris internacional conjugado com a grande depressão económica ( 1929 ), o desemprego com níveis altíssimos, as humilhações provocadas pelo Tratado de Versalhes e o enorme descontentamento social, levaram o povo alemão a apoiar um partido que se dizia socialista e dos trabalhadores. O ditador Adolf Hitler chegou ao poder enquanto líder de um partido político: o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães- Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei . O termo Nazi é um acrónimo do nome do partido (vem de National Sozialist).
O Nazismo, ficará para todo o sempre, como um marco de referência para a humanidade. O ponto de referência mais negro da sua história. A partir dessa catástrofe, nada… mesmo nada, ficou como dantes na humanidade. Passou a existir o antes e o após.
O III Reich de Adolf Hitler, roubou a vida a mais de cinquenta milhões de pessoas. O nazismo custou à humanidade a impressionante cifra de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares, quantia que, se investida no combate da miséria humana a teria suprimido da face da terra. Aproximadamente 110 milhões de homens e mulheres foram mobilizados, dos quais apenas 30% não sofreram morte ou ferimento. Os campos de concentração e de extermínio foi o maior ultraje à humanidade. Só no ca
mpo de Auschwitz, entre Maio de 1940 e Janeiro de 1943, entraram mais de 2,2 milhões de pessoas, 1.335.000 foram assassinadas nas câmaras de gás e mais de 200.000 morreram de fome, de doença, de frio ou brutalidades de todo o tipo, como espancamentos, experiências médicas, enforcamentos, etc… - Nos campos de concentração e extermínio erguidos pelo Nazismo, a notícia do extermínio de mais de 10 milhões de pessoas de todas as idades, raças e credos tombou, como uma pesada pedra, sobre a consciência da Humanidade. Uma pergunta, uma só, ecoava no espírito de todos; como foi possível tamanha crueldade?


VII

Hoje, 60 anos após o holocausto, devemos encarar com alguma preocupação o surgimento de diversos grupos neo-nazistas, principalmente formados por jovens e mantidos por partidos de extrema-direita, sedeados na Europa.
Muito embora esses grupos ao nível das sociedades europeias não tenham qualquer expressão ( veja-se os resultados obtidos por Le Pen nas ultimas eleições em França).O certo, é que na realidade se tem verificado um aumento quantitativo desses grupos, um pouco por todos os países da Europa, tendo inclusive, obrigado a União Europeia a legislar no sentido de não permitir a sua existência no seu interior.
Isto por si só não vai resolver o problema. Há que tentar encontrar explicações plausíveis para tal fenómeno.
Em primeiro lugar, as causas do ressurgimento do ideal nazi, tem a ver com o desconhecimento total por parte dos jovens do que foi aquela catástrofe mundial, devido ao branqueamento propositado e sistemático que tem sido feito por parte dos poderes políticos instituídos na Europa em relação à forma como a própria Europa permitiu que Adolf Hitler chegasse ao poder.
Em segundo lugar, a sociedade capitalista, na tentativa de desculpabilizar aquilo que é considerado até aos dias de hoje o maior holocausto – o nazismo - utilizando tácticas da manipulação de opinião , compara sempre, com a intenção de confundir, o nazismo ao estalinismo, como se essa comparação fosse verídica e comparável.
Em terceiro lugar, os jovens aderem aos grupos neo-nazis, porque se sentem defraudados com aquilo que a Europa lhes prometeu. Uma Europa de oportunidades, uma Europa mais igualitária,
uma Europa mais solidária…contudo, para os jovens de hoje, isso não passa de uma miragem. A Europa não passa para eles de um sonho adiado. Eles, não encontram neste modelo europeu neo-liberal as respostas para as suas necessidades de ordem familiar, pessoal, social, profissional e até mesmo cívica. Assim, explorando a vulnerabilidade juvenil, os movimentos neo-nazis podem recrutar facilmente alguns sectores dessa juventude, manipulando-os e seu belo prazer. A própria proibição de propagação do nazismo na maioria dos países estimula os jovens que inicialmente não tinham contacto com esses grupos neo-nazis a interessar-se por esses movimentos, visto que é característica marcante dos jovens a busca do proibido como forma de expressar rebeldia e o seu descontentamento.
A Europa que devemos exigir e pela qual devemos lutar, é por uma Europa solidária, multi-racial, tolerante, mais igualitária no aspecto social e pluralista na sua representatividade politica, em suma a Europa que devemos exigir é uma Europa livre e democrática.






Manuel Bancaleiro

24/04/2007

DIGA NÃO À IDEOLOGIA NAZI

Em primeiro lugar quero pedir desculpa aos leitores deste Blog pelo facto de demorar tanto tempo a publicar novos textos. Não significa isto, que não existam temas interessantes a abordar, só que infelizmente o tempo é sempre pouco... e por outro lado, ser apenas uma pessoa a manter actualizado um blog desta natureza é um pouco complicado…contudo, vou fazendo o que me é possível com a consciência plena de que é sempre possivel fazer melhor.
Em segundo lugar e como norma deste Blog ,quero fazer uma pequena introdução ao próximo trabalho a publicar brevemente, cujo tema será: A EMERGÊNCIA DE MOVIMENTOS ULTRA-NACIONALISTAS , APOLOGISTAS DO IDEAL DO NACIONAL SOCIALISMO .
Estes movimentos, que um pouco por toda e Europa têm vindo a surgir, devem ser encarados com alguma preocupação, porque eles, pese embora o facto de não terem grande representatividade nas sociedades europeias, poderão contudo, aproveitar o facto de uma enorme percentagem dessas populações não se reverem neste tipo de democracia neo-liberal.
Aqui , em Portugal , este fenómeno não foge a regra …e agora que estamos a comemorar o 33º. aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974, o dia da liberdade, faz todo o sentido trazer para a discussão pública o combate a esses grupos de extrema direita, desmascarar o que foi a longa noite fascista em Portugal , que durou 48 anos, e aquilo que ficou conhecido como o grande holocausto da humanidade: O Nazismo.

É sobre esta temática que me proponho escrever e convosco debater ideias e conceitos.

Até breve.


Manuel Bancaleiro

24/02/2007

TAXA TOBIN E A LUTA CONTRA A FOME

I

A forma como as sociedades contemporâneas evoluíram, levaram à globalização neo-liberal do capital. É esta nova fase da sociedade capitalista que impõe não apenas a eliminação física das fronteiras históricas existentes entre nações, mas também impõe a eliminação dos poderes dos Estados, tanto em matéria de politica económica como em políticas sociais e ambientais, por forma a poderem movimentar sem qualquer controlo à escala mundial somas astronómicas de capitais provenientes de especulações bolsistas e cambiais, da deslocação dos meios produtivos sem o mínimo respeito pelas economias e populações locais, deixando um rasto de miséria e de fome em milhões de seres humanos.
* * * * *
É perante esta situação dramática que faz todo o sentido falar num economista que foi prémio Nobel da Economia em 1981 – James Tobin – efectuou diversos trabalhos de investigação nas áreas financeiras e monetárias, nomeadamente sobre as relações entre a produção e o emprego e os custos de produção e os mercados financeiros. Porém, o que o tornou mundialmente conhecido foi a proposta que formulou, durante umas jornadas universitárias, que consistia na aplicação de uma taxa a todas as transacções monetárias mundiais. Tendo ficado conhecida como a Taxa Tobin. Um dos objectivos dessa taxa era erradicar a fome nos países do terceiro mundo, ela era apenas de 0,1% por cada transacção, o que significa que quem fizesse uma transacção de mil dólares , pagaria apenas a quantia simbólica de um dólar.
* * * * *
Contudo, essa quantia simbólica, tendo em conta o volume astronómico de capital que se movimenta diariamente através das bolsas internacionais e que, segundo os cálculos rondam os 1.500 mil milhões de dólares, daria uma cobrança anual , qualquer coisa como 200 mil milhões de dólares . O suficiente para que em poucos anos se erradicasse a fome no nosso planeta…e apenas com esta taxa simbólica, que incide somente na especulação bolsista…agora imagine se conseguisse-mos ir um pouco mais além??!!
Porém, a sua aplicabilidade foi logo posta em causa pelos especuladores bolsistas e pelo grande capital que se agarraram a alguns problemas de ordem técnica - jurídica sobre quem iria receber e gerir os valores dessa taxa, se o Estado onde ela foi gerada ou se um outro qualquer organismo internacional, o que neste caso teria de ser objecto de concertação internacional …e assim se tem mantido neste impasse o que nos leva a perguntar : será que alguma vez esta ou outra qualquer taxa irá ser aplicada às grandes especulações bolsistas e cambiais, para bem da humanidade?

II

Segundo os dados fornecidos pelo Programa Alimentar Mundial estima-se que a fome mata todos os dias 25.000 pessoas, ou seja, morre à fome uma pessoa de 3,5 em 3,5 segundos, que se acrescentam aos 400 milhões que já morreram de fome nestes últimos 50 anos (o equivalente à soma das populações dos EUA, da Alemanha e da França). Isto significa que morre 1 criança de 5 em 5 segundos, algures no mundo, ao mesmo tempo que são desperdiçadas perto de 12 toneladas de comida e em que 1.500 mil milhões de dólares andam em circulação diariamente à espera das flutuações cambiais.
800 milhões de pessoas passam fome, dessas cerca de 60 milhões estão em risco iminente de morrer à fome em todo o mundo. Os restantes são pobres, que não conseguem escapar à pobreza e cuja principal preocupação é arranjar comida para a refeição seguinte, mas que não aparecem nunca nos nossos ecrãs de televisão.
A si, bastaram-lhe apenas cinco minutos para ler este texto, mas durante esse tempo mais de 85 pessoas terão morrido à fome.
Revoltante, não é???







Manuel Bancaleiro

04/02/2007

Próximo trabalho a publicar

Nesta Era da globalização neo-liberal, que mais não tem feito, do que colocar milhões e milhões de seres humanos no limiar da pobreza, enquanto que no outro lado enormes fortunas emergiram, com base na especulação bolsita e cambial, faz todo o sentido falar em James Tobin, prémio nobel da economia em 1981 e da sua proposta efectuada através da Taxa Tobin com o objectivo de erradicar a fome no mundo.
É sobre este enorme e vergonhoso drama "A FOME" e sobre a taxa Tobin que me proponho falar no proximo trabalho que brevemente irei publicar.
*****
Até lá temos todos que nos empenhar... TODOS sem excepção nesta luta pelo fim da humilhação da mulher portuguesa... pelo fim da criminalização da Interrupção Voluntária da Gravidez .
*****
DIA 11 DE FEVEREIRO VAMOS TODOS VOTAR SIM
*****
Quero apenas aqui deixar uma reflexão :
Se o NÃO ganhar??!! Vai deixar de existir abortos clandestinos?
*****
Se o SIM ganhar alguma mulher será obrigada a abortar contra a sua própria vontade?
*****
Pense nisso, não se deixe manipular!!
*****
Dia 11 de Fevereiro o seu voto conta!! Não fique em casa!!!
Vá votar!!!
Vá votar SIM !!!






Manuel Bancaleiro

11/01/2007

PARA ONDE CAMINHAMOS??!!!

Sabia que
As cúpulas dos oito países mais poderosos do mundo (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e a Rússia) constituíram o chamado clube dos G8, que de uma forma arrogante e numa clara afronta à ONU e ao sistema regulador da ordem mundial, que é a Carta da Nações Unidas, auto-proclamaram-se o comité director do mundo. Ou seja os donos do nosso planeta.
A população total dos países que compõem este grupo representa apenas, cerca de 1/6 da população mundial.
A Carta das Nações Unidas, apesar de todas as violações e atropelos a que tem estado sujeita, prime pelo princípio da justiça, do direito internacional, da igualdade e da soberania das nações.

O G8 consubstancia em si próprio, a fase suprema da Sociedade Capitalista, ou seja, a cartelização criminosa do imperialismo monopolista; a muito falada Globalização Mundial, que mais não é do que a brutal força do Capital sem rosto.
Quando os nossos governantes nos vêm falar, nas Leis do Mercado… e que toda a nossa vida económica, social e política deve ser regulada por essas mesmas leis…, mais não é do que o domínio total e absoluto do primado da globalização neo-liberal, ou seja o ideal do G8 levado à prática.


Ideal este, que impõe a desregulamentação universal do trabalho; que não exita, em proceder às movimentações de empresas, deslocando-as para regiões do globo onde não existem leis laborais, onde a exploração infantil atinge percentagens vergonhosas, provocando aí e nos países iniciais um elevadíssimo número de mão-de-obra sobressalente, obrigando os trabalhadores a abdicarem de muitos dos seus direitos e a aceitarem a redução dos seus salários ; ideal esse, que impõe o controlo do comércio e dos capitais, colocando as economias mais débeis à mercê dos interesses dos grandes grupos económicos representados pelo G8.

O que estou aqui a questionar, não é a nova ordem da internacionalização da economia, baseada no respeito, na cooperação, no desenvolvimento e na autodeterminação dos povos. O que deve ser questionado e veemente combatida é, esta globalização neo-liberal que o G8 quer impor ao mundo, sustentada em politicas anti-democráticas, desumanas e profundamente atentadoras da evolução civilizacional.

Este neo-liberalismo global perdeu todo o respeito sobre o ser humano e pela sua auto-determinação, enquanto povos independentes e soberanos… bíbliaficou a Lei do Mercado como uma espécie de "lei natural" a ser seguida por toda humanidade.
Isto, está indubitavelmente expresso no texto do Acordo Multilateral sobre o Investimento (AMI). O AMI, era, se tivesse ido por diante, o mais cruel instrumento da cartelização do imperialismo monopolista, para subjugar os povos, sobretudo os subdesenvolvidos.
Este acordo, foi a tentativa para o maior tratado económico-político-jurídico da história da humanidade. Colocava os Governos nacionais de mãos atadas, criando uma espécie de "imunidade às empresas multinacionais" nos seus investimentos por todo o planeta.
As negociações para a ratificação deste acordo teve o patrocínio da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e foram feitas às escondidas, de uma forma quase clandestina, prevendo enormes contestações populares ao nível mundial… o que, felizmente veio a acontecer.

O texto do Acordo contrariava tudo o que se conhece sobre Direito Internacional.
O AMI acabava com qualquer risco de prejuízo para as empresas multinacionais, não haveria politica social ou ambiental que, causando perda de obtenção de maiores lucros, não desse logo lugar à respectiva indemnização por parte do país onde a multinacional estivesse instalada. Tudo o que fossem perturbações sociais ( greves ) que causassem prejuízos, teriam de ser imediatamente ressarcidas ao investidor, por parte do estado, ou seja do contribuinte.
O Acordo determinava a desregulamentação total do Estado: nenhuma lei poderia restringir a livre actuação da empresa estrangeira. As multinacionais não precisariam seguir as regras salariais e as Leis Laborais do país em que estivessem investindo. Os Estados nacionais também não poderiam adoptar políticas específicas de desenvolvimento dentro de seu país, sob o argumento de estar "interferindo na livre determinação das forças de mercado…
O AMI era para as multinacionais uma espécie de carta generosa de direitos e regalias sem que houvesse a contrapartida de qualquer dever.

As negociações do Acordo Multilateral sobre o Investimento na OCDE felizmente fracassaram.

Graças à pressão internacional dos movimentos de cidadania, o AMI não pôde ser assinado. Nunca tantos esforços foram empreendidos pela sociedade civil por forma a impedir os governos de ceder diante das forças monopolistas.
Foi graças a um enorme movimento de cidadania universal que se conseguiu desmascarar a intenção do grande capital, o que fez com que o AMI tivesse que recuar.
O combate valeu a pena, pela primeira vez, um tratado de comércio pensado para dar lucro unicamente às empresas transnacionais foi derrotado
.

A retirada da França das negociações, devido às fortes pressões internas, levou a que fossem suspensas as discussões do AMI na OCDE, em 3 de Dezembro de 1998.

Mas o caso infelizmente não está encerrado.

Os governos dos países que compõem a União Europeia estão manietados aos grandes interesses da cartelização monopolista global e já estão a trabalhar para a transferência das negociações para a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Estranha manobra, pois a OCDE tinha sido escolhida em 1995 como “fórum de negociação” do AMI, justamente porque os países do Terceiro Mundo não tinham aceite essa discussão dentro do GATT (o Acordo Geral sobre Tarifas Alfandegárias e Comércio que posteriormente se transformou na OMC).

O AMI, agora encapotado sob o disfarce da OMC quer transformar-se num governo mundial do investimento, ou seja, num governo sem votos nem legitimidade, onde não haja lugar a políticas sociais, culturais ou ambientais, será um governo sem rosto, cujo único objectivo, será o lucro desmesurado das grandes multinacionais.

A concretizar-se este objectivo do capital, será a barbárie no novo milénio. É o hipotecar de todo o património histórico civilizacional da humanidade. Serão os valores culturais, de cidadania e da democracia que irão ser banidos da nossa vida em sociedade.

Sabe qual foi a posição que o governo português tomou quanto ao Acordo Multilateral sobre o Investimento??? Por favor não seja passivo(a), procure informar-se??!!!

Obs.:
(Ao tempo dos factos o governo português era presidido pelo Sr. Engenheiro António Guterres)







Manuel Bancaleiro

30/12/2006

BREVES


Sabia que…

Segundo o último Relatório do Desenvolvimento Humano…

- Mais de 1,2 biliões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia...

- Que quase três biliões de seres Humanos não têm acesso ao saneamento adequado e à água potável...

- Que a diferença entre os ricos e o pobres, ao contrário do compromisso assumido pelas grandes potências económicas, não só não diminuiu, como se acentuou ainda mais...

Para melhor se poder ter uma ideia da concentração da riqueza veja-se a evolução entre o país mais rico e o país mais pobre, que :
- Em 1950 … era de 35 para 1;
- Em 1990 … era de 72 para 1;
- Em 2005 … era de 83 para 1.

Sabia que …

Em 1997, na cidade de Kyoto no Japão se realizou uma conferência sobre Alterações Climatérias, cujo tema principal em discussão era o aquecimento global da Terra, por efeito da aceleração na emissão de certos gases, principalmente o dióxido de carbono ( CO2 ), o metano ( CH4) e o óxido nítrico ( N20).

Essa conferência ficou para a história com o nome de “PROTOCOLO DE KYOTO”.

Diz-se que foi um acordo histórico, porque pela primeira vez na história das nações, um acordo internacional foi subscrito por 159 países.

Sabia que…

Os EUA não o assinaram.

A população dos EUA é apenas 4% da população mundial. E os EUA são responsáveis pela emissão de 25% de todos gases que provocam o efeito de estufa no Planeta...

Manuel Bancaleiro

03/12/2006

PENSAMENTO

(...) não devemos cair nas ladainhas das lamúrias, dizendo que, no mundo, muitas vezes ou quase sempre, os bons e piedosos são infelizes, ao contrário dos maus e perversos. Por felicidade entendem-se coisas bem diversas, como fortuna, honra mundana e coisas semelhantes. Mas quando se trata de um fim em si e por si, o que se chama ventura ou infortúnio deste ou daquele indivíduo particular não pode ser tomado como momento da ordem racional do universo. Aqui não é o interesse nem a paixão individual que exigem satisfação, mas a razão, o direito, a liberdade.
Hegel in "História da Filosofia "

Manuel Bancaleiro

25/11/2006

MANIPULAÇÃO POLITICA E SOCIAL DOS CIDADÃOS

«Para manipular eficazmente as pessoas é necessário fazer-lhes crer que ninguém as manipula»
Galbraith


Na manipulação politica e social da opinião pública, nada é feito por mero acaso. Tudo é analisado e estudado ao pormenor através de métodos, de estratégias, e de técnicas científicas da manipulação.
A Geopolítica, é uma cadeira que é ministrada em Ciências Humanas. Esta disciplina consiste no estudo e na analise simultânea da Teoria Politica e da Geografia...é como que, uma mistura dessas duas ciências… ela foi desenvolvida no inicio de séc. XX pelo cientista e político Rudolf Kjellén.
O objectivo inicial desta ciência prendia-se mais com a pesquisa, com o estudo da História Mundial e evolução dos Povos, mas devido aos acontecimentos que levaram à 2ª Grande Guerra, mais precisamente, ao seu desfecho, que teve como consequência imediata, as profundas e antagónicas transformações, tanto do ponto de vista social, como do ponto de vista económico, como ainda do ponto de vista político ao nível da Ordem Mundial… levaram a que esta ciência rapidamente se transforma-se na ciência do estudo da estratégia da manipulação, da acção e da coacção.
A Geopolítica passou a estudar e analisar o Estado, sobre duas vertentes - Estado enquanto organismo geográfico e o Estado sob a forma como aí é exercido o poder politico e económico…
Isto é apenas uma pequena introdução, para sabermos do que estamos a falar e de como as coisas se processam…
* * * * *
Capítulo I
Durante o período do Estado Novo em Portugal, foi exercida de uma forma brutal até quase ao limite, a coacção e a manipulação politica da opinião pública e da sociedade, sob o ponto de vista mais amplo da geopolítica, digo mais amplo, porque vivíamos no regime politico mais retrógrado de toda a Europa e éramos o último dos últimos países colonizadores … houve até quem escrevesse na altura, que este povo que dera novos mundos ao mundo, tinha perdido a alma… infelizmente era bem verdade, brutalizaram-no, privaram-no do conhecimento, escravizaram-no sob o ponto de vista intelectual, esvaziaram-lhe a mente para mais fácil o poderem manipular.

Isso foi no passado!!!... E hoje, como é??

* * * * *

Capítulo II

Trinta e tal anos depois deste Povo ter posto fim a um regime ditatorial, ter libertado outros povos do jugo colonialista, ter conseguido conquistar a sua própria liberdade e auto-determinação, será que as estratégias e as técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade, deixaram de existir??
Recordemos um pouco sobre o que foi o comportamento dos Partidos Políticos, logo a seguir à revolução de 1974… quase todos, nomeadamente os do bloco central, utilizavam o mesmo tipo de linguagem, de apelo sistemático às massas, para que o Poder não fosse exercido na rua… agitando velhos fantasmas do Leste Europeu, onde se davam injecções atrás da orelha aos velhinhos e se comiam crianças ao pequeno-almoço (parece surrealista, mas isto foi pregado aos sete ventos por alguns partidos políticos e pela igreja católica) …o que aconteceu de facto, foi que aos partidos políticos representantes das classes dominantes, faltou-lhes momentaneamente a capacidade de manipular a opinião pública…daí o motivo de todos esses receios e fantasmas…
Quanto ao Leste Europeu o que se veio a verificar posteriormente com a chegada da imigração daquela região do globo, foi não a vinda de fantasmas ou de pessoas atrofiadas, mas sim a chegada de pessoas intelectualmente bastante evoluídas e de mão-de-obra altamente qualificada. Tire as suas conclusões!!...

Façamos ainda mais um pequeno exercício de memória sobre o comportamento de certos partidos políticos e de alguns dos seus dirigentes, que bem conhecidos são na nossa praça. Esses partidos e esses políticos têm enormes responsabilidades e são os principais culpados da situação de profunda miséria em que voltaram a pôr de novo o povo português.
Veja-se o comportamento do Partido Socialista nas últimas três décadas. É um partido que se auto-intitula como o único Partido da esquerda moderna democrática, paladino do pluralismo neo-liberal… o que o torna em tudo idêntico a um qualquer partido de direita ( digo eu ) .

Basta ver quem é o Sr. Dr. Mário Soares…um neo-liberal burguês que tudo quis, menos o pluralismo…vejam-se os seus discursos, desde o 25 de Abril e o seu comportamento em relação às classes mais desfavorecidas.
Será que Mário Soares queria uma sociedade sem classes como por diversas vezes o afirmou??
Quem eram de facto os seus adversários políticos?? A Esquerda ou a Direita?? Leia-se o seu discurso na Alameda D. Afonso Henriques em 19 de Julho de 1975 (
http://www.arqnet.pt/portal/discursos/julho02.html ) e obteremos as respostas a estas perguntas.
Se Mário Soares é um homem de esquerda, então porque se apoiou nos homens da CIA e nos EUA, em vez de procurar apoios nos países da Europa democrática??
Se era o pluralismo politico que queria, porque possibilitou e deu cobertura à implantação da bipolarização em Portugal, impossibilitando dessa forma a possibilidade de alternativas politicas ao poder democrático em vez das actuais catastróficas alternâncias politicas?!!...

Com este tipo de pluralismo levado à prática pelos Governos do PPD/PSD e do PS o que aconteceu aos meios de comunicação social?!!



CONSTITUIÇÃO

DA REPÚBLICA PORTUGUESA
PARTE I

Direitos e deveres fundamentais
TÍTULO I

Princípios gerais
Artigo 39.º

(Regulação da comunicação social)

1. …
a) O direito à informação e a liberdade de imprensa;

b) A não concentração da titularidade dos meios de comunicação social;

c) A independência perante o poder político e o poder económico;

d) O respeito pelos direitos, liberdades e garantias pessoais;

e) O respeito pelas normas reguladoras das actividades de comunicação social;…

Os grandes grupos empresariais apoderaram-se e controlam hoje a quase totalidade dos meios de comunicação social ( toda a imprensa escrita - diários, semanários, revistas - rádio , televisão, agências noticiosas, editoras de livros, serviços de transmissão, etc. etc,…) de norte a sul do país.
«A manipulação e a utilização sectária da informação deformam a opinião pública e anulam o controle das capacidade do cidadão para decidir livre e responsavelmente. Se a informação e a propaganda são armas de enorme eficácia nas mãos dos regimes totalitários, também não deixam de o ser nos sistemas democráticos; quem domina a informação, domina de certa forma a cultura, a ideologia e a politica, controla em grande medida a sociedade.»
A Constituição da Republica estará neste campo a ser cumprida?

O que está a acontecer com os diversos regimes de segurança social é bem elucidativo da manipulação política e social da opinião pública.
Quando nos vem afirmar, de forma profundamente demagógica , que este sistema de protecção social está obsoleto, desenquadrado da realidade social e completamente falido, estão propositadamente a mentir e a manipular-nos.
O futuro do sistema de protecção social só encontrará resposta neste conceito de Estado Social, não há outro, e está longe de ser obsoleto ou desenquadrado da realidade social. Podem existir provisões para que daqui a curto ou médio prazo possa vir a ter falta de liquidez, mas sob esse prisma não podem ser imputadas responsabilidades ao Estado Social. O Problema foi e é exclusivamente político.
Com que necessidade os governantes portugueses pós 25 de Abril ( e eles têm nome ) entregaram de mão beijada sectores fundamentais da economia portuguesa ao mundo capitalista? Tais como as cimenteiras, as petrolíferas e as energias eléctricas. Porquê? Quantos milhões de euros tiveram essas empresas de lucro em 2005? Se elas fossem do Estado uma parte desse lucro poderia ser canalizado para o estado social … e aí cumprir-se-ia a função a que o Estado Direito está democraticamente obrigado.

* * * * *
Capítulo III


A MANIPULAÇÃO POLITICA E SOCIAL DA OPINIÃO PÚBLICA É EXERCIDA DE DIVERSAS FORMAS E ESTÁ ASSENTE NOS SEGUINTES VECTORES

1º.- Estratégia da diversão


A estratégia da diversão através de programas de televisão, tipo reality shows, futebol, touradas, etc., etc,… e toda uma panóplia contínua de distracções e de informações insignificantes, cujo objectivo é desviar a atenção da opinião pública para os graves problemas sociais e económicos bem como das politicas anti-populares decididas pelos governantes.
É um vector primordial para a manipulação da opinião pública.


2º- Fomenta-se problemas, para depois oferecer soluções

Também denominado "problema-reacção-solução".
Primeiro cria-se uma "situação" com o objectivo a suscitar uma certa reacção da opinião pública, forçando-a a que seja ela própria a exigir a alteração dessas medidas.

Exemplo:

  • Possibilita-se o desenvolvimento de cenários de violência urbana, por forma a que seja a própria população e exigir medidas mais duras para o combate à violência em detrimento da sua própria liberdade;
  • Cria-se uma crise económica, nem que seja virtual, por forma a aumentar a taxa de desemprego e de ansiedade nos trabalhadores, por forma a que sejam eles próprios a aceitar como mal menor a redução dos seus direito laborais e sociais…etc., etc.,…


3º.- A estratégia da atenuação

Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos.

Exemplo:

  • Foi deste modo, que este governo de maioria socialista impôs a certos sectores da administração pública a alteração do seu vinculo contratual que mantinham à longos anos com o Estado .
  • Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicados brutalmente.


4º.- A estratégia do diferimento


A estratégia do diferimento é a forma de fazer aceitar por parte da opinião pública, uma decisão impopular , bastando para tal apresentá-la como dolorosa mas necessária.Exemplo: A alteração ao cálculo para o tempo da pensão de reforma e o valor dessas mesmas pensões, foi apresentado como um facto imprescindível e inadiável por forma a salvar a segurança social…. para quem muito pouco possui , mais vale um pouco menos do que nada… o que levou a que as pessoas irão ter pensões de miséria, aceitassem de forma resignada essas alterações…

É URGENTE MUDAR ! ! !

ALTERNATIVAS EXISTEM ! ! !


SOMOS UM POVO SÁBIO QUE PERCEBE QUE CHEGOU A HORA DE QUEBRAR COM O CONFORMISMO E COM AS ROTINAS POLITICAS... ! ! !


NOMEADAMENTE A ROTINA CONSERVADORA DO VOTO ! ! !





Manuel Bancaleiro