AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU* * * * *Era uma vez um paísonde entre o mar e a guerravivia o mais infelizdos povos à beira-terra.Onde entre vinhas sobredosvales socalcos searasserras atalhos veredaslezírias e praias clarasum povo se debruçavacomo um vime de tristezasobre um rio onde miravaa sua própria pobreza.Era uma vez um paísonde o pão era contadoonde quem tinha a raiztinha o fruto arrecadadoonde quem tinha o dinheirotinha o operário algemadoonde suava o ceifeiroque dormia com o gadoonde tossia o mineiroem Aljustrel ajustadoonde morria primeiroquem nascia desgraçado.Era uma vez um paísde tal maneira exploradopelos consórcios fabrispelo mando acumuladopelas ideias nazispelo dinheiro estragadopelo dobrar da cervizpelo trabalho amarradoque até hoje já se dizque nos tempos do passadose chamava esse paísPortugal suicidado.Ali nas vinhas sobredosvales socalcos searasserras atalhos veredaslezírias e praias clarasvivia um povo tão pobreque partia para a guerrapara encher quem estava podrede comer a sua terra.Um povo que era levadopara Angola nos porõesum povo que era tratadocomo a arma dos patrõesum povo que era obrigadoa matar por suas mãossem saber que um bom soldadonunca fere os seus irmãos.Ora passou-se porémque dentro de um povo escravoalguém que lhe queria bemum dia plantou um cravo.Era a semente da esperançafeita de força e vontadeera ainda uma criançamas já era a liberdade.Era já uma promessaera a força da razãodo coração à cabeçada cabeça ao coração.Quem o fez era soldadohomem novo capitãomas também tinha a seu ladomuitos homens na prisão.Esses que tinham lutadoa defender um irmãoesses que tinham passadoo horror da solidãoesses que tinham juradosobre uma côdea de pãover o povo libertadodo terror da opressão.Quem o fez era soldadohomem novo capitãomas também tinha a seu ladomuitos homens na prisão.Posta a semente do cravocomeçou a floraçãodo capitão ao soldadodo soldado ao capitão....Capitão que não comandanão pode ficar caladoé o povo que lhe mandaser capitão revoltadoé o povo que lhe dizque não ceda e não hesite- pode nascer um paísdo ventre duma chaimite.Porque a força bem empreguecontra a posição contrárianunca oprime nem persegue- é força revolucionária!Foi então que Abril abriuas portas da claridadee a nossa gente invadiua sua própria cidade.Disse a primeira palavrana madrugada serenaum poeta que cantavao povo é quem mais ordena.Dizia soldado amigomeu camarada e irmãoeste povo está contigonascemos do mesmo chãotrazemos a mesma chamatemos a mesma raçãodormimos na mesma camacomendo do mesmo pão.Camarada e meu amigosoldadinho ou capitãoeste povo está contigoa malta dá-te razão......Foi esta força virilde antes quebrar que torcerque em vinte e cinco de Abrilfez Portugal renascer....
Manuel Bancaleiro
18/01/2006
AS PORTAS QUE ABRIL ABRIU
02/11/2005
O SURGIMENTO DA RELIGIÃO
A religião surgiu numa determinada etapa do desenvolvimento socio-económico da humanidade, isto é indubitável , é cientificamente correcto.
Sobre esta prespectiva, entende-se por desenvolvimento socio-económico a forma como a humanidade está organizada sob o ponto de vista social, politico e económico. A estas formas de organização deu-se o nome de "Formações Socio-Económicas.
Até aos dias de hoje a humanidade já conheceu quatro tipos de Formações Socio-Económicas :
- Sociedade Primitiva ;
- Sociedade Esclavagista;
- Sociedade Feudalista;
- Sociedade Capitalista.
Como é do censo comum, o Homem, ao longo da sua existência, nem sempre foi religioso, muito antes de o ser, ele foi "mitológico", pese embora, muitos historiadores, classificarem a mitologia como fazendo parte da religião, isso não é pacifico, porque muitos outros cientistas afirmam que tal opinião não corresponde totalmente à verdade.A humanidade conheceu até aos dias de hoje três formas, ou correntes de pensamento: a Mitologia , a Teologia e por último a Filosofia .
O surgimento da religião está directamente relacionado com o processo da sedentarização da humanidade.
Hoje, pode afirmar-se sem quaisquer sombras de dúvidas que a religião teve a sua origem nas tribos pastores.Como se sabe, o processo da sedentarização não foi homogéneo ( ainda hoje há tribos nómadas), o Homem não tinha um passado histórico, isto é, desconhecia por completo tudo o que o antecedeu, também não possuía uma noção cientifica sobre o amanhã...vivia apenas do momento para o momento, a experiência e o conhecimento adequerido, não eram transmitidos, porque a esperança média de vida situava-se entre os 23 a 28 anos.
Daí afirmar-se, que a causa determinante para o surgimento da religião foi a causa gnosiológica e o objectivo primeiro, foi o domínio por parte das tribos pastoras de todas as outras tribos sedentárias (pescadores, agricultores) bem como, de algumas tribos nómadas, que foram transformadas em tribos guerreiras, para assim, defenderem os interesses patrimoniais , exercer o domínio e subjugarem todas as outras tribos mais fracas e mais carenciadas , à vontade das tribos mais fortes e poderosas - Os Pastores.
Pelas razões acima expostas, pode-se afirmar, que a causa do surgimento da religião está inequivocamente ligada, desde o seu inicio à exploração do Homem pelo Homem .

27/10/2005
COMO SURGIU O HOMEM
Como não podia deixar de ser , também o surgimento da religião teve o seu inicio , com as causas, motivos e objectivos primeiros. Daí ser de primordial importância saber como é que a humanidade surgiu e evoluiu ao longo dos tempos.
CAPITULO I
Explicação cientifica sobre a origem do HOMEM
Australopithecus

O Australopithecus cujo o nome significa " macaco do sul ", apareceu há cerca de 5 a 7 milhões de anos atrás durante a era do Plioceno.
Media cerca de 105 a 115 centímetros de altura e tinha um cérebro mais ou menos do tamanho do de um chimpanzé. Os Australopitecos já andavam na posição vertical e já usavam ferramentas rudimentares, como paus e pedras , na sua forma original, isto é, sem que esses utensilios tenham sido modificados para uma determinada utilizaçao.Muito provavelmente, nessa Era, ainda não utilizavam a fala como meio de comunicação.
Durante os 2,5 milhões de anos seguintes, eles dominaram o planeta, evoluíram,
criaram novos hábitos de alimentação, começaram a incluir a carne na sua alimentação, o que deu origem a altarações profundas do fóro fisiológico, nomeadamente através de uma diminuição no tamanho do estômago, ( pois a carne é mais fácil de ser digerida do que vegetais) tendo resultado também num aumento substâncial de massa encefálica. Toda essa evolução é responsável pelo surgimento numa nova espécie : O Homo Habilis. Isto é, o Homo Habilis, teve a sua origem num longo processo metamorfósico.
HOMO HABILIS
O Homo Habilis cujo o nome significa " homem habilidoso ", surgiu há aproximadamente 2 milhões de anos, já trabalhava as suas próprias ferramentas começando talvez por uma simples pedra ou um pau. O seu cérebro era um pouco maior do que o do australopiteco , sensivelmente, um pouco menos de metade do cérebro do Homem actual, contudo já possuía uma grande habilidade e mobilidade nas mãos.
O Homo Habilis levava uma vida nómada nas savanas, alimentava-se de
carne, obtida através da caça, de frutos e outros vegetais. Alguns cientistas consideram-no apenas um Australopiteco evoluído, mas ainda dentro da mesma espécie, vindo a dar posteriormente origem ao Homo Erectus .
Homo Erectus
O Homo Erectus cujo o nome significa " homem direito ", surgiu há aproximadamente 1,8 milhões de anos atrás.
Com uma altura já muito próxima da do homem contemporâneo, o seu cérebro tinha o tamanho um pouco superior à metade do nosso.
Quanto ao Homo Erectus , poder-se-á dizer que já possuia inteligência, tendo nessa Era passado a dominar o uso de
uma das mais importantes e poderosas ferramentas que o homem conheceu até aos dias de hoje : O FOGO
A partir dessa Era, passou a manter uma estrutura social complexa e a viver agrupado em comunidade.
O uso do fogo distinguiu o Homo Erectus de todas as espécies que lhe haviam dado origem anteriormente.
Esta espécie tão bem sucedida no seu desenvolvimento , rapidamente deu origem ao Homo Sapiens .
Homo Sapiens
O Homo Sapiens ( poder-se-á dizer que é a origem da nossa espécie ) surgiu há aproximadamente 250 mil anos atrás, como resultado da adaptações de Homo Erectus ao meio em que eles viviam.
Desde então o Homo Sapiens tem estado em constante evolução, aumentando
o número de exemplares cada vez mais, extinguindo todas as outras espécies que se lhes opõem. Tornou-se o " animal " dominante do planeta.
A " Invasão Humana " tem inicio há 120 mil anos atrás, com uma grande erupção de um vulcão que afectou todo o planeta, estima-se que somente cerca 10 a 15 mil Homo Sapiens tivessem sobrevivido.
É o inicio a uma nova era – A Era Glacial.
Á cerca de 70 a 80 mil anos atrás, Homo Sapiens chega à Europa e passa a ser
conhecido como Homem de Cro-Magnon, entra em contacto com o Homem de Neandertal, gerando um conflito permanente o qual é quase sempre o Homo Sapiens que vence, o que leva a que a população de Homens Neandertais diminui-se drasticamente e levasse por completo à sua extinção há cerca de 35 mil anos atrás.
Há 30 mil anos dá-se o inicio da nova Era Glacial e é a partir daí que o homem entra num longo e doloroso processo de sedentarização começando a praticar a pastorícia e a agricultura .
CAPITULO II
Explicação da religião sobre o surgimento do Homem

A religião através do seu livro de conduta ( Bíblia ) tem a seguinte versão sobre o aparecimento da raça Humana, que é a seguinte:
Segundo o que está escrito no livro do Génesis, que é o primeiro livro da Bíblia, que faz parte do Pentateuco, isto é , um dos cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria, segundo a religião, é atribuída a Moisés - Adão foi o primeiro ser humano ao cimo da terra.
Uma nova e superior espécie criada directamente por Deus.
A narrativa bíblica, diz que Deus "fez o homem do pó do solo e a soprar nas suas narinas o folego de vida e ...na continuação da saga, afirma que Adão não tinha uma alma, mas que se tornou numa alma vivente.
E continuando a teoria bíblica sobre o surgimento da humanidade, tal como Adão, Eva também foi criada directamente por Deus.
Diz o texto que Deus tirou uma costela a Adão enquanto este se encontrava num sono profundo e eis que surgiu a mulher.
E assim na primeira sexta-feira, do sexto dia da Criação, quando o mundo era inocente e puro, Adão e Eva estavam vivendo no Jardim do Éden, recentemente criado pelas mãos de Deus.
Deus, havia-lhes ordenado: "Não comam da árvore do conhecimento, pois no dia em que o fizerem, tornar-se-ão mortais.
" Tiveram então duas opções: abster-se de comer o fruto da árvore e viver para sempre no Paraíso;
Ou comê-lo e serem banidos para o mundo da mortalidade.
Em apenas três horas da sua criação, comeram o fruto da dita "árvore”.
Deus permitiu que Adão e Eva permanecessem enquanto durasse o Shabat, mas quando este terminou, foram expulsos do Éden para sempre.
Esta é uma história intrigante e desperta várias questões, senão vejamos:
Deus criou dois seres humanos perfeitos e à sua imagem, sem nenhuma malícia ou "defeito" .
Ele, o Todo Poderoso, ordenou-lhes explicitamente para não comerem o fruto de uma determinada árvore. Mas mesmo assim, estas duas almas inocentes, que jamais haviam sido expostas a influências corruptoras, desobedeceram-no em poucas horas.
Poder-se-á então dizer, que é muito provável que alguma não correu lá muito bem com sua criação. Ou então, o inimaginável - havia algo de errado com o criador.
Sendo vontade do Criador que Adão e Eva vivessem para sempre no Paraíso, num estado Divino de pureza, inocência e imortalidade. Deus enganou-se redondamente em apenas três horas…
E em resposta a essa desautorização, Deus que não é vingativo disse:
"Por que o fizestes, morrerão, comerão o pão pelo suor dos vossos rostos, e tu Eva ,em dor darás à luz."…
O papel atribuído à mulher na Bíblia é que ela é um mero complemento do Homem, e a expressão "tem de tornar-se uma só carne", denota o tipo de vínculo que deveria existir entre ambos.
Adão e Eva geraram Caim, Abel e Set, e mais umas dezenas outros filhos e filhas.
Segundo a bíblia, pese embora o facto de Adão e Eva terem cometido o pecado de ter comido o fruto proibido, eles terão vivido 930 anos. Contudo Deus que não é vingativo por eles não terem acatado a sua ordem,condenou toda a humanidade , privando-a da perfeição e da perspectiva de vida infindável.
Incrível, não é?
Em qual das versões você acredita?
Manuel Bancaleiro
05/10/2005
AS CAUSAS DO SURGIMENTO DA RELIGIÃO
Para o próximo trabalho que me proponho publicar, sobre as causas do surgimento da religião deixo aqui algumas definições filosóficas para melhor compreensão das causas do surgimento desse fenómeno.
A Filosofia divide-se em três partes fundamentais :
ONTOLOGIA – Filosofia Existencial : Filosofia do Ser .
- Cosmologia - Filosofia da natureza·
- Antropologia Filosófica - Filosofia do humano·
- Teologia Natural - Filosofia da existência da natureza e do ser (Deus)
*********************
GNOSIOLOGIA – Filosofia Intelectual : Filosofia do Conhecimento.
Que se subdivide em:
- Lógica: Filosofia da forma do conhecimento·
- Crítica: Filosofia do valor do conhecimento·
- Epistemologia : Filosofia da Ciência .
********************
DEONTOLOGIA – Filosofia Comportamental : Filosofia do dever.
Que se subdivide em :
- Ética: Filosofia da moralidade do agir humano·
- Política: Filosofia do agir humano na sociedade·
- Estética: Filosofia da sensibilidade humana .
Manuel Bancaleiro
28/09/2005
RELIGIÃO O ÓPIO DO POVO
O conceito e a existência de Deus , (no meu caso, em que fui educado num país católico, do Deus único) nunca foi algo em que depositasse ao longo da vida muita fé.
Ou seja, não era sim nem não, era "nim", e dedicava-lhe uma indiferença total. É claro que nessa altura, tal como todos os outros, a minha capacidade para pensar e aplicar a minha razão e conhecimentos num assunto tão controverso era mínima, portanto só quando comecei a adquirir os conhecimentos mínimos necessários e a necessidade de obter certas respostas é que o assunto se revelou mais problemático.
Até hoje, para além da História, que é fundamental para conhecer o ambiente em que surgiram os primeiros mitos e também a evolução da mentalidade humana ao longo da nossa evolução( nisto falarei mais á frente, quando referir os conceitos básicos sobre a evolução da humanidade).
O que abaixo se transcreve á da autoria do pensador livre, que teve a sorte de ter nascido fora dos tempos da inquisição : ENRICO RIBONI, tem o poder da verdade histórico-cientifica... impossivel de apagar.
***
A seita que ele fundou tornou-se, com o passar dos anos, na maior de todos os tempos.
O Império Romano garantia a liberdade de culto. O ateísmo e a razão dominavam. É nessa época que surge um sujeito que, segundo dizem certos judeus, perdeu o juízo porque leu o Torah demasiadamente jovem.
O culto da personalidade do fundador da seita atinge, nos cristãos, um nível que nem mesmo o estalinismo o virá a igualar.
Foram os anos do desenvolvimento da seita Cristã .
Ano 312
Tomada do poder pelos cristãos.
No fim duma guerra civil, Constantino toma o poder. Pouco depois ele converte-se oficialmente ao cristianismo, e “autoriza”, num primeiro tempo, o culto do deus único cristão, pelo Édito de Milão: foi o início da perseguição religiosa na Europa.
Ano de 380
O imperador Teodósio proclama oficialmente o Cristianismo a única “Religião de Estado”. Mas ainda será necessário esperar mais 12 anos para que todos os outros cultos sejam definitivamente proibidos.
Ano de 389
Teófilo, hoje Santo Teófilo, é nomeado patriarca de Alexandria e inicia imediatamente uma violenta campanha de destruição de todos os templos e santuários não-cristãos.
Ano de 389
Pela primeira vez, um chefe cristão dita a um imperador a política a ser seguida. Santo Ambrósio de Milão levanta-se em plena catedral e, com o sentido de caridade tão particular aos cristãos, impõe que o imperador anule a ordem que dera ao bispo de Calinicum, para que sobre o Eufrates, reconstruísse uma sinagoga que ele e a sua congregação tinham destruído.
A Igreja toma partido, assim, desde o princípio, dos incendiários de sinagogas, posição que continuará a manter até ao ano de 1940.
Foi nessa época que aconteceram na Germânia as primeiras execuções de hereges, uma bela tradição que a Igreja desenvolverá com a Inquisição e a perpetuará até 1826.
Ano de 391
Uma multidão de cristãos, guiados por Santo Atanásio e Santo Teófilo, deita abaixo o templo e a enorme estátua de Serapis, em Alexandria, duas obras-primas da antiguidade. A colecção de literatura do templo também é igualmente destruída.
Ano de 412
Cirilo, hoje Santo Cirilo, doutor da Igreja, é nomeado bispo de Alexandria e sucede ao seu tio Teófilo. Excita os sentimentos anti-semitas difundidos entre os cristãos da cidade e, à frente duma multidão de cristãos, incendeia as sinagogas da cidade e faz fugir os judeus. Em seguida encoraja os cristãos a tomar os bens dos fugitivos, que foram obrigados a deixá-los para trás.
Ano de 415
Hepatia, a última grande matemática da Escola de Alexandria, filha de Theon de Alexandria, é assassinada por uma multidão de monges cristãos, incitados por Cirilo, patriarca de Alexandria, que será depois canonizado pela Igreja.
O motivo dessa acção foi que a brilhante professora de matemática representava uma ameaça para a difusão do cristianismo pela sua defesa da Ciência e do Neoplatonismo. O facto de ela ser mulher, muito bela e carismática, fazia a sua existência ainda mais intolerável aos olhos dos cristãos.
A sua morte marcou uma reviravolta: após o seu assassinato, numerosos pesquisadores e filósofos trocaram Alexandria pela Índia e pela Pérsia.
Alexandria deixou assim de ser o grande centro de ensino das ciências do Mundo Antigo.
Em reconhecimento pelos seus méritos de perseguidor da comunidade científica e dos judeus de Alexandria, Cirilo será canonizado e promovido a “Doutor da Igreja”, em 1882.
Séculos V a XV
“Idade Média Cristã”
Aproveitando o desaparecimento das grandes bibliotecas romanas e na ausência quase total da atividade editorial na Europa, a Igreja obtém, de facto, um monopólio sobre o conjunto da escrita e da informação.
É também nessa época que se desenvolve o que se tornará uma das mais ricas tradições cristãs: queimar pessoas vivas. Cerca de um milhão de “bruxos” serão torrados durante a Idade Média.
Séculos XI e XII
Em face do crescimento da população da Europa, a Igreja propõe um método de controle populacional “natural”: as cruzadas.
O apelo às cruzadas foi lançado em 1095. Em 1099 Jerusalém é “libertada”: logo que as tropas cruzadas entraram na cidade, o governador muçulmano rendeu-se sob a promessa da população civil ser poupada.
A última fase do massacre passa-se nas sinagogas e mesquitas da cidade, onde os habitantes aterrorizados se refugiaram: pensaram que o carácter religioso dos locais podesse inspirar os piedosos cruzados à clemência. Nada disso aconteceu: os cruzados entram e transformam os locais de culto em vastas carnificinas. O massacre de milhares de civis amontoados na grande mesquita da esplanada do templo dura várias horas. “Tudo o que respira” na cidade foi morto, informam com orgulho os comandantes dos cruzados. Tudo isto em nome de um Deus único.
Ano de 1231
Fundação da Inquisição. O Santo Ofício, durante toda a sua história, queimou mais de um milhão de pessoas, essencialmente hereges, judeus e muçulmanos convertidos e também os “bruxos”. A última feiticeira será queimada em 1788. O último “herege” chegará à sua vez em 1826.
Ano de 1251
O papa Inocêncio IV autoriza enfim a inquisição a praticar a tortura. A obtenção das confissões de culpa é grandemente facilitada. A inquisição pode aplicar, com base em confissões arrancadas através de tortura, penas: indo duma simples oração ou dum jejum até à confiscação dos bens e mesmo prisão perpétua. Mas ela não pode condenar à morte. Com a subtileza característica da Igreja católica, a inquisição podia “passar” um herege para a justiça comum, que o levará à morte na fogueira, com base na confissão obtida pela Igreja, mesmo com tortura. Essa subtilidade permitirá à Igreja afirmar que ela nunca matou ninguém...
Ano de 1483
Tomás de Torquemada é nomeado Grande Inquisidor de Castela. Esse monge dominicano faz uma ampla utilização da tortura e da confiscação dos bens das vítimas. Estima-se em 20.000 o número de pessoas queimadas durante o seu mandato.
Ano de 1492
O rei “muito católico” e a rainha “muito católica” (títulos dados pelo papa em pessoa!) de Espanha, expulsam os judeus.
Em toda a Europa os padres católicos mobilizam-se para obrigar os governos a proibir a entrada dos judeus expulsos.Os judeus que escolheram converter-se são perseguidos pela inquisição com uma impressionante determinação: até ao século XVIII, far-se-á o “Teste da banha de porco” aos judeus convertidos e seus descendentes: uma salada com pedaços de carne e banha de porco é apresentada ao “convertido”.
Ano de 1499
Acontece neste ano o maior “auto da fé” que a História registra. Em um só auto de fé, o inquisidor Diego Rodrigues Lucero queima vivos nada menos que 107 judeus convertidos ao cristianismo, em Córdova.
Ano de 1506
“Pogrom” de Lisboa: 3000 judeus são trucidados pelos piedosos católicos, incitados pelos prelados.
Ano de 1527
Saque de Roma.
Os soldados protestantes massacram a totalidade da população de Roma, umas 40.000 almas, e pilham a cidade. O papa é salvo pelos guardas suíços. Ele fecha-se com eles no Castelo de Santo Ângelo, enquanto a população é massacrada. Ele passou um grande medo. Os suíços ganham assim uma fama profissional no estrangeiro, o que se perpetua até hoje.
Anos de 1566 a 1572
Pio V, papa. Este santo da Igreja católica vangloria-se publicamente diversas vezes de ter, durante a sua carreira de inquisidor, colocado fogo com suas próprias mãos em mais de 100 fogueiras de hereges que ele mesmo acusara, confundira e condenara.Publica também uma nova edição do catecismo oficial da Igreja, no qual o amor ao próximo e a misericórdia ocupam um lugar importante.
Ano de 1609
Expulsão dos mouros de Espanha. Depois da expulsão dos judeus de Espanha, a inquisição aborrecia-se um pouco nesse belo país.
Ano de 1633
Processo de Galileu
Por ter duvidado da teoria geocêntrica de Ptolomeu, (que, diga-se de passagem, não era cristão), Galileo Galilei é obrigado a retratar-se: são-lhe mostrados os instrumentos de tortura que seriam usados se ele insistisse. O processo de Galileu só foi reaberto para revisão pelo papa João Paulo II, e Galileu é reabilitado em 1992.As suas obras já tinham sido colocadas no Índex em 1616. Passará o resto da sua vida confinado na sua casa (prisão domiciliar). Foi a sua reputação internacional de cientista que lhe evitou conseqüências mais graves.
Ano de 1788
No Cantão de Glaris, na Suíça, a última bruxa foi queimada.Esta execução da Inquisição não foi a última, e continuará queimando hereges até 1826.
Ano de 1793
Kant, professor de Filosofia em Konigsberg e estrela internacional da filosofia moderna, depois da publicação da “Crítica da Razão Pura”, publica “A religião nos limites da Razão”, onde ele coloca as doutrinas cristãs à prova do raciocínio e do “imperativo categórico”. É demais para os piedosos reis da Prússia, que empurrados pelos prelados protestantes, intervém e Kant é forçado a retratar-se publicamente, sob pena de perder imediatamente o seu posto na universidade de Konigsberg. Todos os professores universitários são obrigados a assinar, sob pena de dispensa imediata, um documento onde prometem não citar os ensinamentos de Kant com relação à religião. Como no caso de Galileu, a fama internacional de Kant o salva de conseqüências mais severas. Kant ainda pensa em se exilar, mas neste fim de século, há poucos céus clementes para pensadores que ousaram criticar aspectos da ideologia cristã. Assim acabará os seus dias em Konigsberg.
Ano de 1826
O último herege é queimado vivo pela inquisição espanhola. Uma rica tradição cristã termina. Daí para a frente, a Igreja recorrerá a meios mais sutis para matar, como proibir a assistência a mulheres que devem abortar, sabotando o planejamento familiar nos países pobres, proibindo os preservativos como modo de lutar contra a Sida, etc.
Ano de 1871
O papa excomunga todo aquele que participar de qualquer eleição do estado italiano, que é classificado como “diabólico”, porque retirou aos papas o seu poder temporal. Essa sentença de excomunhão automática não impedirá o papa de abençoar, alguns anos depois, a fundação do “Partito populare”, de inspiração católica e fundado por um padre.
Ano de 1881
Os “Pogroms” russos começam. Incitados pelos prelados ortodoxos, que difundiram um boato que o Czar Alexandre II teria sido assassinado por um judeu, multidões se juntam em mais de 200 cidades russas e destroem os bens dos judeus. Os pogroms tornar-se-ão comuns na piedosa Rússia Czarista, sobretudo entre 1908 e 1917. O mais violento dentre eles teve lugar em Kishinev, em 1913: as autoridades civis e religiosas da cidade incitam a multidão que ataca violentamente os judeus. Durante dois dias a multidão mata 45 judeus, fere 600 e pilha 1500 casas. Claro que os responsáveis (popes e políticos) nunca serão incomodados pela justiça.
Anos de 1918 a 1945
Os anos do compromisso. A Igreja católica apóia ativamente o crescimento dos totalitarismos na Europa. Na Áustria, o seu apoio ao Austro-Fascismo é total. Na Itália, ela assina com o regime fascista uma concordata que faz do catolicismo a religião de estado: os italianos podem de novo votar sem serem excomungados, pena que isso de pouco serve em período de ditadura.
O papa declara que todo aquele que votar nos comunistas ou que ajudar esse partido de qualquer maneira será automaticamente excomungado. Essa medida divide as famílias, provoca exclusões socialmente intoleráveis para muitos e obriga à clandestinidade de numerosos comunistas nas zonas rurais.
Anos 80
Depois de um período de aparente liberalização, o papa João Paulo II chega à cabeça da maior seita do mundo e rende-se às mais terríveis tradições da Igreja.
Anos 90
A Iugoslávia era, nos anos 80, uma das terras favoritas para férias balneares dos europeus. A publicidade iugoslava da época vendia o caráter multireligioso do país como um argumento turístico, pois se podia ver em Mostar e em outras belas cidades as mesquitas e as igrejas lado a lado. Mas o país se afundou numa série de guerras civis que se querem descrever como guerras “étnicas”, quando na verdade se tratam de guerras religiosas. O caso da guerra da Croácia é o mais flagrante. Sérvios e croatas têm a mesma origem étnica e até a mesma língua, o Croata-servo. O mais irônico é que o croata-servo (servo-croata, escrito em caracteres latinos), é hoje a língua oficial dos soldados do exército Iugoslavo que combateu em Kosovo contra a OTAN, depois de ter lutado contra os croatas no início dos anos 90. Mas a religião separa os croatas dos Sérvios: os croatas foram cristianizados por Roma e são católicos. Os sérvios foram cristianizados pelos bizantinos e são ortodoxos. Quando Milosevitch começa a agitar o espectro da “Grande Sérvia”, a Croácia declara a independência. Imediatamente o Vaticano e a R. F. da Alemanha, cujo chanceler se declarava um católico convicto, reconhecem a Croácia católica como estado independente. O Vaticano mandou para todo o mundo anúncios para que os países reconhecessem o novo estado católico. O papa multiplica os apelos, as preces e as missas pela independência da Croácia. Durante esse tempo, o ditador croata, antigo oficial superior do regime comunista e também católico praticante, deu férias para todos os seus funcionários ortodoxos, isto é, sérvios. Depois escolheu como bandeira nacional a antiga insígnia dos Oustachis, que entre 1940 e 44 tinham praticado um genocídio de cerca de 600.000 sérvios. A guerra civil iniciou-se.Finalmente termina essa guerra, e o papa beatifica o cardeal Stepinac que havia qualificado Ante Palevitc, o ditador Oustachi durante a ocupação de 1940/44, de “Dom de deus”, para a Croácia e o havia apoiado ativamente.A guerra da Iugoslávia continuou depois na Bósnia, onde os membros dos três grupos religiosos (ortodoxos, muçulmanos e católicos) se enfrentaram em uma série de combates triangulares, tendo a população civil como a principal vítima. Depois a guerra passou para o Kosovo, província agrícola sem interesse estratégico, e todos sabemos o que se passou.As guerras da Iugoslávia são um caso emblemático da catastrófica intolerância que é típica das religiões “reveladas”: as comunidades religiosas se enfrentam, neste final de século, em nome de religiões que elas receberam dos acasos da expansão dos diversos impérios (Romano, Bizantino e Otomano) desde a idade-média.***O encencial de tudo isto que acabou de ler é fazê-lo PENSAR, em vez de aceitar tudo como um dado adequerido
25/09/2005
O QUE A IGREJA NÃO FALA
GARCIA (AVRAHAM) DA ORTA
Médico e Naturalista do século XVI: 1499? - 1568
CAMÕES:
O FRUTO DAQUELA ORTA ONDE FLORESCEM PLANTAS NOVAS QUE OS DOUTOS NÃO CONHECEM.
QUANDO TUDO ACONTECEU...
1499?: Garcia da Orta nasce em Castelo de Vide, filho de Fernando (Isaac) da Orta e de Leonor Gomes. - 1523: Retorna a Portugal depois de estudar medicina em Salamanca e Alcalá de Henares. - 1530: Ingressa como professor de Lógica na Universidade de Coimbra. - 1534: Parte para Goa, Índia portuguesa, onde passa a residir, a trabalhar como médico e no comércio de especiarias e pedras preciosas. - 1563: Publica o seu Colóquios dos Simples e Drogas da Índia. - 1568: Falece. - 1580, 4 de dezembro: Condenado post-mortem pelo Tribunal do Santo Ofício pelo "crime" de "judaísmo"; tem seus ossos desenterrados e queimados.
Garcia da Orta. Médico português, cristão-novo. A sua vida começa com o seu nascimento em Castelo de Vide, por volta de 1500, em 1568 termina em Goa, na Índia. Ele é descendente daqueles judeus expulsos da Espanha em 1492 que entram em Portugal.
Em 1497 D. Manuel, por imposição da igreja, converte todos os judeus compulsivamente ao cristianismo. Daí ficam conhecidos como cristãos-novos, termo que já existia em Castela e Aragão. Os pais de Garcia da Orta refugiam-se em Portugal e começam a refazer sua vida no novo país. Garcia da Orta, depois de terminar os seus estudos gerais, segue para Salamanca e Alcalá de Henares, em Castela, onde estuda medicina.
Garcia da Orta fica muito interessado, ainda na universidade, pelo estudo das plantas medicinais, dos animais e minérios com uso medicinal ou simplesmente daquelas novidades do mundo natural que nunca haviam sido relatadas.
Em 1523 Garcia da Orta regressa a Portugal e recebe a autorização para exercer a saiu actividade. Nessa fase da sua vida convive com importantes figuras em Portugal. O matemático Pedro Nunes, também cristão-novo, é um de seus grandes amigos.
Em 1530 assume a cadeira de Lógica na universidade de Coimbra. Tem algumas dificuldades para consegui-la. Assim é Portugal nesse tempo! A sua paixão pelo estudo das coisas do mundo leva-o a ser um professor conceituado e querido. Garcia da Orta ensina aos seus estudantes a importância do estudo das coisas do mundo, o valor da observação, o valor dos sentidos que vêem o novo e o inusitado .
Contudo há um outro problema, D. Manuel havia prometido, quando da conversão maciça e forçada dos judeus ao cristianismo em 1497, que durante cinquenta anos os cristãos-novos não seriam importunados com questões religiosas.
Só que as coisas não seguem o rumo desejado. Já em 1506 sofrem perseguição do baixo-clero em Lisboa. Há pressões para que se estabeleça o Santo Ofício em Portugal. O que virá a acontecer em 1531, por meio da bula Cum ad Nihil Magis, de 17 de Dezembro, ao lembrar que "alguns convertidos” , chamados de cristãos-novos, tinham voltado ao rito judaico, ou que nunca o tinham abandonado.
A ladainha de sempre! De facto o Santo Ofício só começa a agir em Portugal a partir de 1536. Garcia da Orta está neste interregno de tempo. Ele que, junto com sua família, só aderiu formalmente à religião dos cristãos e segue às escondidas a religião de seus ancestrais, ao contrário de outros cristãos-novos que aderem plenamente à nova fé, tem bons motivos para se sentir ameaçado.
Martim Afonso de Souza, é um grande amigo de Garcia da Orta, regressa a Portugal vindo das terras do Brasil… a Índia ainda é o grande objectivo da expansão portuguesa e aos 12 dias do mês de Março de 1534, Martim Afonso de Souza é nomeado Vice-Rei da Índia e é para lá mandado com uma esquadra., Garcia da Orta segue junto com sua família.
Em Goa actua como médico. Conhece os hakuma, os médicos árabes, conhece também o trabalho dos médicos hindus (chamados de vydias) a quem desconhecia por completo e nessa altura faz uma grande amizade com Luís Vaz de Camões ( a quem pertence, parte deste texto ) .Garcia da Orta passa a plantar e comercializar especiarias. Ao mesmo tempo constrói uma horta, onde efectua a plantação de ervas medicinais para seu estudo. Viaja pelo interior da Índia, acompanha expedições militares, vai inclusive até o Ceilão. Estuda a nomenclatura local das doenças e de seus remédios. Compara com o que aprendeu na Europa e trata de encontrar possíveis correlações.
Os últimos anos de Garcia da Orta são bastante difíceis. Enfrenta dificuldades financeiras e querelas familiares. Em 1568 adoece de grave doença que o leva à morte. Mas ainda vê sua irmã, Catarina, ser levada à Catedral de Goa para ouvir sua sentença pelo "crime" de judaizar: a fogueira. Pessoas de sua família são devassadas pela fúria inquisitorial. Não apenas em Goa, mas também em Portugal. Ele falece doente, amargurado e em extrema dificuldade mas, pelo menos, parece estar em paz. Só que o Santo Ofício não pára na sua sanha "purificadora". Como decorrência dos processos levados a cabo contra pessoas de sua família, acaba sendo julgado pos-mortem e condenado à fogueira. Como não se encontra mais entre os vivos, seus ossos são desenterrados e queimados.
22/09/2005
SERÁ QUE CRISTO EXISTIU
Jesus CristoExistiu?
15/09/2005
DITADO POPULAR
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.
1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.
A lei pode estabelecer, na estrita medida das exigências próprias das respectivas funções, restrições ao exercício dos direitos de expressão, reunião, manifestação, associação e petição colectiva e à capacidade eleitoral passiva por militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo, bem como por agentes dos serviços e das forças de segurança e, no caso destas, a não admissão do direito à greve, mesmo quando reconhecido o direito de associação sindical.
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O Sr. Primeiro-ministro, escolheu o palco do Fórum “Novas Fronteiras” para enviar um recado aos militares e aos magistrados.“Não haverá nem greves nem manifestações que façam o Governo desistir de prosseguir o interesse nacional e de o fazer sobrepor a todos os interesses corporativos”,… e que este Governo, democraticamente eleito, tem a legitimidade do voto para prosseguir com as suas politicas de reformas…1º. Pensamento
Passou-se com um tio que vivia numa vila alentejana, muito antes do 25 de Abril, o pobre não conhecia uma letra do tamanho de um burro, mas um dia teve o azar de discutir com a mulher à porta da sua casa, por não ter comprado o pão para o sustento da família em virtude de estar desempregado e não ter dinheiro – “ …só se o fosse roubar…” respondeu ele, com as lágrimas nos olhos. Nessa mesma noite a PIDE foi arrancá-lo à cama pelas 03H30 e transformou o pobre coitado, analfabeto, ingénuo, inculto num perigoso agitador de massas, num comunista dos sete costados… o coitado, nunca tinha ouvido tais palavras como: comunista; agitador; politica... no seu reduzido vocabulário elas não existiam. Contudo, o desgraçado desconhecia que dizer à porta da sua casa que não tinha pão para comer, estava a pôr em causa a segurança do Estado.
2º. Pensamento
É uma quadra de António Aleixo:







